O Sporting perdeu diante do Marselha por 3-1 em partida relativa à terceira jornada do grupo D da Liga dos Campeões. Os leões até marcaram primeiro por Trincão mas uma série de peripécias, envolvendo quase sempre António Adán, permitiram aos franceses dar a volta ao resultado e garantir três pontos vitais na luta pela qualificação para a fase seguinte da liga milionária.

Entrada de Leão...menos para Adán

A partida começou com cerca de vinte minutos depois do agendado devido ao atraso na chegada do Sporting ao Vélodrome; um atraso derivado do intenso trânsito na cidade de Marselha e o deficiente auxílio das autoridades da cidade francesa.

Apesar disso, os leões entraram a todo o gás, chegando ao golo pouco depois do apito inicial; ainda nem um minuto tinha ocorrido quando Trincão, lançado na direita, veio para o meio e rematou em arco para um grande golo.

Os leões entraram bem na partida e estiveram perto do segundo golo alguns minutos depois, mas o remate de Pedro Gonçalves encontrou boa oposição de Pau López. O Marselha parecia não conseguir encontrar antídoto para o jogo de posse dos leões, que usavam Edwards como referência ofensiva para lançar rápidas transições.

Todavia, e a partir dos quinze minutos, os leões deram início a um verdadeiro filme de terror e que teve como protagonista António Adán; aos 13 minutos o guarda-redes espanhol demorou muito tempo para despachar a bola e permitiu a Aléxis Sanchez antecipar-se e fazer o empate com felicidade.

Apesar da sua muita experiência, Adán não conseguiu reagir e foi totalmente ao fundo animicamente; três minutos depois um livre mal batido oferece a bola ao Marselha e permite um cruzamento rápido para Harit que de cabeça deu a volta ao resultado.

O pesadelo não se ficou por aí e o espanhol decidiu voltar a ser protagonista pelos piores motivos; 23 minutos de jogo e uma bola que parecia controlada por Esgaio vê Adán sair da baliza e jogar a bola com a mão fora da área. O Sporting estava agora em desvantagem numérica.

Franco Israel entrou para o lugar de Adán e, a frio, viu o Marselha chegar ao terceiro à passagem dos 28 minutos; canto na direita, saída em falso de Israel e Balerdi a cabecear para o terceiro. Em dez minutos os leões viam destruída toda a sua estratégia de jogo.

Até ao intervalo o Sporting teve de aguentar o fulgor e a motivação dos gauleses, que procuravam aproveitar a instabilidade anímica dos leões.

Juventude para minimizar danos

Na segunda parte Rúben Amorim fez uma autêntica revolução, fazendo quatro substituições de uma vez. Paulinho, Marsá, Nazinho e Sotiris entraram para dar frescura física e mental à equipa; perante um Marselha confortável e a controlar as operações, o Sporting ia procurando o ataque conforme as possibilidades.

Sem nunca abdicar do seu jogo de posse e troca rápida de bola, os leões procuravam aproximar-se da baliza adversária, mas sempre com algumas dificuldades na altura de definir a jogada.

O Marselha não já pressionava tanto e permitia ao Sporting ter mais bola, sem que tal fosse sinónimo de domínio; os franceses pareciam ter controle das operações perante um Sporting que desenhava boas jogadas, mas não tinha capacidade para finalizá-las.

Igor Tudor mexeu no meio-campo e as veleidades ofensivas do Sporting pararam; o Marselha voltou a intensificar a pressão, e não permitiu aos leões voltarem a aproximar-se da baliza de Pau López.

Até final o Marselha foi controlando e procurando mais um golo, sem nunca forçar muito o ritmo da partida. O golo acabou por chegar mesmo aos 84 minutos; Israel a defender o primeiro remate de Sanchez mas, na recarga, Mbemba fez o quarto dos marselheses.

Apesar da derrota, o Sporting irá manter o primeiro lugar do Grupo D, independentemente do resultado que saia do Eintracht Frankfurt-Tottenham.

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