O argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo dominaram o futebol na última década e meia, com muito em comum, nomeadamente nunca terem marcado ao Benfica e já terem faturado perante FC Porto e Sporting.

Na quarta-feira, o ‘30’ do Paris Saint-Germain terá - caso seja utilizado, como é previsível - nova oportunidade para quebrar este registo, quando visitar o Estádio da Luz, em Lisboa, na terceira jornada do Grupo H da Liga dos Campeões.

O argentino chega em ‘grande’, com 11 golos e nove assistências nos 14 jogos de 2022/23, saldados com 13 vitórias e um empate, incluindo tentos nos derradeiros cinco jogos, num total de sete, e dois livres diretos marcados nos dois últimos jogos.

Na ‘Champions’, Messi tem no ‘cartão de visita’ 126 golos, em 158 encontros, mas nenhum ao Benfica, que poderá defrontar pela terceira vez, depois de, com a camisola do FC Barcelona, ter encontrado os ‘encarnados’ há uma década, na fase de grupos da edição 2012/13.

Depois de, por lesão, não ter estados nos dois jogos dos quartos de final de 2005/06 (empate a zero na Luz e vitória caseira dos catalães por 2-0), o argentino estreou-se face às ‘águias’ em 02 de outubro de 2012, no Estádio da Luz, em Lisboa.

No reencontro com o ídolo e compatriota Pablo Aimar, então ícone do Benfica, o sete vezes ‘Bola de Ouro’ não marcou, mas foi o grande desequilibrador do encontro, ao fazer as assistências para os golos do chileno Alexis Sánchez (seis minutos) e do internacional espanhol Cesc Fàbregas (55).

Dois meses e três dias depois, e com o ‘Barça’ já apurado, o já falecido Tito Vilanova não fez alinhar de início o argentino em Nou Camp, lançando-o apenas aos 58 minutos, num jogo que terminou empatado sem golos, resultado que eliminou o Benfica.

Messi acabou por pregar um grande susto aos catalães, já que saiu lesionado aos 85 minutos, após uma jogada com o guarda-redes ‘encarnados’ Artur Moraes.

Foi, porém, só o susto e, quatro dias depois, Messi ‘bisou’ na casa do Betis para chegar aos 86 golos no ano de 2012 e bater o recorde de tentos num ano civil, que pertencia desde 1972 ao ‘panzer’ alemão Gerd Müller.

O argentino acabaria o ano com ‘inacreditáveis’ 91 golos, um dos muitos recordes ‘impossíveis’ de bater que estabeleceu ao longo de uma carreira ímpar, que faz dele candidato, quando se resolver retirar, a melhor jogador da história do futebol.

Entre os seus feitos, surgem 807 golos na carreira como sénior, ao serviço de FC Barcelona C (cinco), FC Barcelona B (seis), FC Barcelona (672), Paris Saint-Germain (18) e das seleções principal (90), sub-20 (14) e sub-23 (dois) da Argentina, mas, por enquanto, nenhum ao Benfica.

Pelo contrário, Messi já marcou, pelo ‘Barça’, aos outros ‘grandes’ de Portugal, uma vez ao Sporting (5-2 em Alvalade, em 26 de novembro de 2008, para a Liga dos Campeões), em quatro jogos, e outra ao FC Porto, no único confronto (2-0 em 26 de agosto de 2011, na Supertaça Europeia, no Mónaco).

Curioso é o facto de Cristiano Ronaldo também ter um registo idêntico face aos ‘grandes’ portugueses: está a zero face ao Benfica e marcou a FC Porto e Sporting, o clube que o lançou para a ribalta do futebol.

O ‘capitão’ da seleção portuguesa ficou sempre em ‘branco’ em cinco confrontos com o Benfica, marcou um golo ao FC Porto, em oito embates, e faturou por três vezes frente ao Sporting, que bateu nos quatro reencontros.

O encontro entre o Benfica e o Paris Saint-Germain, da terceira jornada do Grupo H da Liga dos Campeões em futebol, realiza-se na quarta-feira, pelas 20:00, no Estádio da Luz, em Lisboa.

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