O Liverpool recebeu mais de 5.000 relatos de adeptos sobre os incidentes ocorridos na final da Liga dos Campeões de futebol, anunciou hoje o diretor executivo do clube inglês, Billy Hogan, que se manifestou “horrorizado” com alguns testemunhos.

“É inacreditável. Na terça-feira, cerca do meio-dia, apenas 24 horas após o lançamento do formulário [destinado à recolha de testemunhos dos adeptos], mais de 5.000 foram preenchidos e enviados, o que é verdadeiramente surpreendente”, disse Hogan, em informação publicada no sítio oficial do Liverpool na Internet.

O diretor executivo dos ‘reds’, que perderam a final da Liga dos Campeões da época 2021/22 frente ao Real Madrid, por 1-0, no Stade de France, em Paris, ficou “horrorizado com a forma como alguns homens, mulheres e crianças foram tratadas, indiscriminadamente, durante o dia de sábado”.

Hogan revelou que se mantém em contacto com a UEFA, mas que, “ainda não existe muita informação neste momento”, reafirmando a vontade do clube em apurar tudo o que aconteceu em Paris, não apenas antes do jogo e que levou ao adiamento do início em mais de meia hora, mas também após.

“Todos vimos as imagens de vídeo, as fotografias, e já li numerosos relatos de experiências horríveis à saída do estádio, crimes a serem cometidos, como roubos. Ninguém deveria ter de passar por aquilo que passaram os nossos adeptos antes e depois do jogo”, observou.

O dirigente do clube inglês defendeu que todos esses incidentes devem ser investigados, no inquérito independente às falhas de segurança na final da ‘Champions’, cuja abertura foi anunciada pela UEFA na segunda-feira e que será liderado por Tiago Brandão Rodrigues, ex-ministro da Educação de Portugal.

A UEFA promete a "avaliação das tomadas de decisão, as responsabilidades e os comportamentos de todas as partes envolvidas na final" e, para credibilizar o inquérito, chamou o deputado do Partido Socialista (PS) e ex-ministro da Educação - com a tutela da Juventude e do Desporto - dos primeiros governos liderados por António Costa.

No sábado à noite, a impossibilidade de encaminhar em tempo útil os espetadores munidos de bilhete levou ao atraso no início do jogo em 36 minutos, provocando situações caóticas no acesso ao recinto de Saint-Denis, nos arredores de Paris.

Empurrões, tentativas de entrada sem bilhete, adeptos tratados com brutalidade pelas forças de segurança, ou vítimas de roubo, foram testemunhados por quem se deslocou para o jogo. Alguns adeptos não conseguiram mesmo entrar, apesar de, alegadamente, terem bilhetes válidos.

Tanto o governo francês como as autoridades britânicas não pouparam críticas, com o ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, a falar de uma "fraude maciça, industrial e organizada de bilhetes falsos" e o governo de Londres a pedir um "inquérito completo" sobre o sucedido, com conclusões públicas.

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