O vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal adiantou hoje que a final da Liga dos Campeões de futebol, no Porto, permitiu uma ocupação hoteleira superior a 75%.

“Pelo que avaliámos com todos os agentes correu bem, tivemos mais de 75% de ocupação e com uma promoção internacional que só reforça e reflete a nossa capacidade hoteleira”, referiu Inácio Ribeiro, numa conferência de imprensa que juntou hoje, no Porto, a DGS, câmara, PSP e associação de comerciantes.

Depois de um ano “tremendo e terrível”, o dirigente sublinhou que um evento como a final da Liga dos Campeões trouxe para os empresários do setor do turismo um “valor que em circunstâncias normais não se conseguia”.

Também o presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Joel Azevedo, fez um balanço positivo deste evento desportivo.

“O comércio do Porto espera que muitos mais eventos ocorram na cidade e que se sinta, paulatinamente, este desconfinamento porque é os que estamos todos a precisar”, disse.

Para Joel Azevedo, a região deu um “belo exemplo” do que é fazer um evento desta dimensão e controlar as massas.

“Ouvi grande parte dos comerciantes e os que estiveram mais próximos dos adeptos expressaram de forma muito positiva a vinda dos turistas ingleses”, frisou.

Sublinhando que a Liga dos Campeões implicou a deslocação de um significativo número de adeptos ingleses, alguns deles identificados como problemáticos, a comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP vincou que esta força policial, através de uma abordagem pedagógica, procurou simultaneamente manter um ambiente festivo e garantir a segurança de todos os intervenientes.

“Pontualmente foi necessário intervir rápida e cirurgicamente para fazer cessar pequenas desordens ocorridas entre adeptos de forma a que não ganhassem maiores proporções”, afirmou Paula Peneda.

Da operação policial resultaram quatro detenções, duas por contrafação e outras duas por agressão, recordou.

Por seu lado, a vereadora da Câmara Municipal do Porto com o pelouro da Juventude e Desporto salientou que a responsabilidade desta autarquia se limitou à disponibilização de dois espaços para os adeptos dos dois clubes.

“Foram dois sítios geograficamente distantes, dois sítios em locais aprazíveis da cidade que permitiram manter por ali os adeptos e, dali, foram transportados para o Estádio do Dragão [local do jogo]”, adiantou Catarina Araújo.

Nestas zonas foram “estritamente” cumpridas todas as regras definidas pelas autoridades de saúde, alertou.

A final da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Chelsea, decorreu no Porto, no sábado, num jogo com a presença de adeptos ingleses, que durante os últimos dias estiveram aglomerados no centro da cidade, a maioria sem cumprir as regras ditadas pela pandemia de covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

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