Atlético Madrid e Athletic Bilbau disputam na quarta-feira no National Arena de Bucareste uma final inédita na Liga Europa de futebol, com os primeiros a tentarem repetir o troféu conquistado há duas épocas.

Depois de uma final portuguesa em Dublin na última temporada, com a vitória do FC Porto perante o Sporting de Braga (1-0), é agora a vez de uma final espanhola em Bucareste, após os bascos terem eliminado o Sporting nas meias-finais.

Os dois clubes chegam à final com percursos diferentes: o de Madrid com a proeza de ter apenas triunfos na fase a eliminar e o de Bilbau no papel de tomba-gigantes.

Para chegar à final, a equipa madrilena, treinada pelo argentino Diego Simeone, que chegou em dezembro, disputou 18 jogos desde a fase preliminar e no “play-off” eliminou o Vitória de Guimarães.

Os argumentos são de peso para os “colchoneros”, que nesses jogos só empataram em casa do Rennes (1-1) e perderam no terreno da Udinese (2-0) ainda na fase de grupos, em contas que se completam com 16 triunfos, 11 consecutivos.

Na equipa figuram três portugueses, mas o único que tem sido titular, o médio internacional Tiago, estará fora da final, por ter visto o cartão vermelho na segunda mão das meias-finais com o Valência (vitória por 1-0).

O lateral direito Sílvio e o avançado Pizzi não são primeiras opções de Diego Simeone, embora tenham sido jogadores utilizados na campanha europeia dos “colchoneros”.

Depois do título de há dois anos, o Atlético Madrid tem desta vez como principais “armas” os goleadores Falcao – o melhor marcador da prova em igualdade com o já eliminado Huntelaar (dez golos) – e Adrian Lopez, outra contratação desta temporada.

O Athletic Bilbau, treinado também por um argentino, no caso Marcelo Bielsa, tem uma campanha muito menos vencedora – no “play-off” até chegou ao apuramento depois do seu adversário, o Trabzonspor, ter sido repescado para a Liga dos Campeões.

Uma derrota por 4-2 com o Paris Saint-Germain não o impediu de vencer a fase de grupos, mas onde a equipa de Bielsa começou verdadeiramente a brilhar foi nos jogos a eliminar, ao deixar de fora alguns favoritos.

Depois de eliminar o Lokomotiv Moscovo, de José Couceiro, poucos acreditariam que os bascos deixariam pelo caminho um dos grandes favoritos e que entrara em prova via eliminação da Liga dos Campeões, o Manchester United.

A equipa não só o fez, como venceu nas duas mãos (2-3 em Old Trafford, 2-1 em San Mamés). Seguiu-se outro favorito, o Schalke 04, e nova demonstração de força do Athletic Bilbau, primeiro com uma surpreendente vitória na Alemanha (4-2) e empate em Bilbau (2-2).

O bilhete para a final – aquela que será a segunda da história do clube (derrotado em 76/77 pela Juventus, em eliminatória a duas mãos) -, chegou no confronto com o Sporting e depois de uma derrota em Lisboa (2-1).

Fernando Llorente, o melhor marcador da equipa na prova (sete golos), fez a festa em San Mamés nos instantes finais da segunda mão, apontando o 3-1 que evitou o prolongamento e tirou também ao Sporting o sonho de uma segunda final em poucos anos (tinha-o sido em 2004/05).

Na quarta-feira, Atlético Madrid e Athletic Bilbau encontram-se num palco muito diferente daquele em que se costumam confrontar, mas com uma história em comum, que se faz desde que se estrearam em 1926 na Liga espanhola.

Este ano os dois clubes tem uma vitória para cada um na época: o Athletic venceu na primeira volta em San Mamés por claros 3-0, em outubro, enquanto o Atlético Madrid tem o triunfo mais recente, já na segunda volta, quando venceu por 2-1 no Vicente Calderón.

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