O SC Braga colocou-se em boa posição para chegar aos quartos de final da Liga Europa, ao vencer o Mónaco por 2-0, com golos marcados por Abel Ruiz e Vitinha. Na Pedreira, brilharam os guarda-redes das duas equipas, em especial para Nubel, que evitou que o resultado dos minhotos fosse melhor.

Carlos Carvalhal leva a sua equipa com uma boa vantagem para o segundo jogo dos oitavos de final da Liga Europa no Principado, onde até pode perder pela margem mínima que segue em frente.

Este foi o primeiro jogo de sempre entre as duas equipas a nível oficial.

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Matheus e Nubel, guardiões de muralhas

Ainda havia adeptos a entrar na Pedreira e já ecoava nas paredes do estádio o grito do golo. Uma insistência e vários ressaltos fizeram a bola chegar a Abel Ruiz que bateu Nubel aos três minutos, numa bela finalização.

O oitavo classificado da Liga francesa ficava obrigado a correr atrás do jogo mas, teria de ter cuidado.

Com apenas três alterações no onze em relação ao empate com o Boavista (Yan Couto, Iuri Medeiros e Abel Ruiz), o Braga tinha por missão construir um bom resultado perante uma equipa que vinha de uma vitória diante do Marselha, graças a um golo do português Gelson Martins, ele que marcou o seu regresso a estádios portugueses.

Com muitos erros no meio-campo, o Mónaco tinha dificuldades em parar os atacantes minhotos. Foi pena a falta de pontaria dos homens de Carvalhal que impediu outro resultado. Aos oito minutos, um passe fantástico de Ricardo Horta deixou Iuri Medeiros no mano-a-mano com Nubel mas o guardião alemão do Mónaco levou a melhor e manteve a vantagem mínima. Grande defesa!

O Braga pressionava, ganhava a bola e saia com perigo, os franceses estavam meio perdidos.

Mas o Mónaco não estava no Minho apenas para apreciar a beleza arquitetónica do palco dos Guerreiros. A equipa de Philippe Clement cresceu no jogo, graças a mais valia técnica dos seus homens. Aos 26 minutos, Ben Yedder, melhor marcador da Liga Francesa, apareceu isolado perante Matheus mas o guardião minhoto levou a melhor.

Quatro minutos depois, novo duelo de Matheus, agora com Gelson Martins. O extremo luso picou a bola e fê-la entrar no fundo da baliza mas o golo foi anulado pelo VAR por fora de jogo.

Esta parecia ser a noite dos guarda-redes já que do outro lado Nubel voltou a mostrar pergaminhos, embora dessa vez estivesse mais perto de um 'frango' que uma defesa: remate fortíssimo de Ricardo Horta de longe, o guardião monegasco defendeu a bola, que lhe escapou e bateu no poste, ficando a saltitar a centímetros da linha de golo, aos 32 minutos. Que susto para o Mónaco!

Um minuto depois, novamente Nubel a defender com o peito um tiro de Al Musrati, de fora da área. Aos 44 minutos, novamente o Braga perto do golo, e novamente Nubel a brilhar: o passe de David Carmo é muito bom, a movimentação de Rodrigo Gomes seguiu-lhe na qualidade, a mesma qualidade colocada por Nubel na defesa, com a ponta dos dedos. O Braga ia criando, criando, mas não marcava.

O Mónaco podia ter ido para o intervalo empatado, mas o VAR voltou a anular-lhe um golo, agora de Ben Yedder, aos 33: centro de Vanderson, finalização do internacional francês para o fundo das redes. Só que estava ligeiramente adiantado.

Com duas equipas que jogam com a baliza nos olhos, a catadupa de oportunidades não era de estranhar.

Mónaco cresce, Vitinha 'mata' o jogo

O segundo tempo arrancou com Matheus a responder com qualidade à exibição do seu colega de posto na outra área, ao negar o golo a Gelson Martins aos 49. Os dois saíram maltratados na sequência da jogada.

Philippe Clement queria mais do jogo e, depois de ter trocado o central Matsima por Badiashile, lançou o russo Golovin no lugar de Matazo. Carvalhal respondeu com Francisco Moura, Paulo Oliveira e Vitinha nos lugares de Iuri Medeiros, Yan Couto e Abel Ruiz.

Os 10228 espetadores em Braga gostavam do que viam e iam aplaudindo a equipa minhota, com cânticos de incentivo pelo meio. Matheus é que continuava a brilhar na baliza, como mostrou aos 67 minutos, em mais uma boa defesa, num cruzamento de Caio Henrique que sofreu um desvio.

Rodrigo Gomes, o último a sair, deixou a Pedreira sob uma enorme salva de palmas por parte dos adeptos, como reconhecimento do grande jogo que fez. Entrou Falé para o seu lugar.

Numa das poucas descidas dos Guerreiros para o ataque nos minutos finais do segundo tempo, chegou o merecido 2-0, pelo jovem Vitinha. Centro de Fabiano e cabeceamento do jovem avançado dos minhotos, entre os centrais.

Se o 1-0 era bom, o 2-0 é fantástico e deixa a equipa minhota com boas perspetivas de seguir para os quartos de final da Liga Europa. No Principado, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente.

Os médios Al Musrati e Castro e o lateral Francisco Mouram, que estavam em risco de falhar o jogo da segunda mão caso vissem um cartão amarelo diante dos monegascos,, acabaram por sair 'limpos' e estão disponíveis para a segunda-mão.

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