Que equipa é o FC Pasching? Esta é a pergunta que se impõe desde o sorteio dos jogos do play-off da Liga Europa, quando esta formação da Áustria se cruzou no caminho do Estoril-Praia. Marco Silva, em conferência de imprensa esta quarta-feira, não puxou a si os galões do favoritismo. «Afinal, qual é o nosso historial na Liga Europa?», interrogava o treinador português. Na realidade, e como frisou, apenas os jogos com o Hapoel Ramat Gan, que permitiram aos canarinhos continuar a sua senda na História do futebol português. Esse favoritismo acaba por nascer das diferenças de escalão das duas equipas (o Estoril está na I Liga portuguesa e o FC Pasching nos regionais), nos campeonatos em que se inserem e consequente competitividade.

O FC Pasching nasceu em 2007 (já o Estoril se tinha instalado na ‘terceira idade’) e teve o seu momento de glória em 2012/13, com uma caminhada triunfante na Taça da Áustria, que lhe permitiu um lugar nesta fase da competição europeia. Nas ‘meias’ despacharam o Rapid Viena e na final um golo bastou para baterem o Áustria de Viena.

O treinador português já viu a formação austríaca ao vivo (o campeonato já leva quatro jogos e o FC Pasching é quarto), ao contrário do que tinha acontecido com o Hapoel Ramat Gan. E ninguém melhor do que Marco Silva para explicar como joga esta equipa, que apostou «na continuidade do plantel, à exceção da ala esquerda», e que por norma atua em 4x3x3.

«É uma equipa que a eliminar é forte, jogando fora de casa também. Aposta, claramente, nos seus jogadores rápidos que tem nas alas para criar problemas ao adversário. É uma equipa com jogadores mais fortes individualmente do que os do Hapoel [Ramat Gan]. Possivelmente, não tão aguerrida, mas que no último terço tem jogadores diferentes. Jogadores muito rápidos nas alas, um jogador que atua atrás do avançado que é muito forte nas bolas paradas, tecnicamente muito evoluído. Uma equipa com jogadores que individualmente podem fazer a diferença», analisou Marco Silva.

Com um plantel composto por 22 jogadores austríacos (81,5 por cento), neste campo tem semelhanças com a equipa lusa, em que 17 futebolistas são nacionais. De entre tantos jogadores desconhecidos em Portugal, um deles desperta a atenção. O guarda-redes Hans-Peter Berger atuou no Leixões entre 2008 e 2010.

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