Poucas equipas em Itália ainda jogam no sistema tático da Juventus. O 3-5-2 do catenaccio italiano parece ter caído em desuso mas António Conte não abdica dele em Itália. Nas competições europeias, vai alternando entre  o 3-5-2 e o 4-4-2. Quando opta pelo segundo esquema, Chiellini encosta à esquerda, subindo Asamoah no terreno. Mas o ganês também pode fazer de lateral.
A liderar a Liga Italiana a seu belo prazer, a Juventus prepara-se para sagrar-se tricampeã, quando faltam disputar quatro jornadas. Os transalpinos têm 90 pontos em 34 jogos, mais oito que a Roma e mais 22 que o Nápoles. Somam 29 vitórias, três empates e apenas duas derrotas, todas fora de portas, frente ao Nápoles e a Fiorentina. Os empates também aconteceram longe de portas. Em casa, a Vecchia Signora venceu os 17 jogos disputados. Tem uma impressionante marca de 85 por cento de vitórias nos jogos do campeonato italiano, onde esteve 22 jogos sem perder e somou ainda 12 vitórias seguidas.
Apesar do dominar a Liga italiana, a formação de Antonio Conte tem muitas semelhanças com o Benfica. É uma equipa que marca poucos golos mas que mostra uma enorme segurança e raramente vê Buffon ir buscar a bola ao fundo das redes. Apenas sofreu golos em 15 dos 34 encontros já disputados na Serie A.
O pragmatismo da Vecchia Signora tem funcionado e bem e mesmo em jogos em que a equipa não deslumbrou, Conte conseguiu ganhar, o que lhe permitiu manter a Roma sempre afastada a partir do momento em que assumiu a liderança da série A. Doze das 29 vitórias na Série A foram conseguidas pela margem mínima. Juntamente com o Benfica, é a única equipa que ainda não perdeu na presente edição da Liga Europa. À entrada para esta meia-final era o único campeão nacional em prova.
O rol de estrelas do plantel começa na baliza onde Buffon continua como o vinho do Porto: quanto mais velho, melhor. O guarda-redes transalpino já safou a equipa em muitas ocasiões e tem mostrado porque é uma das melhores do mundo, apesar dos seus 36 anos. A defesa de três centrais é normalmente formada pelo intratável Chiellini, que joga ao lado de Barzagli e Bonucci, todos eles internacionais italianos. Barzagli está em dúvida pelo que o uruguaio Martin Cáceres pode entrar para o seu lugar na Luz. Ou mesmo Ogbona.
O jogo da Juve começa nos pés do maestro Andrea Pirlo mas passa muito pelas laterais, onde Lichtsteiner à direira e Kwadwo Asamoah à esquerda dão profundidade e esticam o jogo, dando espaços para as entradas do jovem Pogba, um dos melhores centrocampistas da atualidade e ainda Arturo Vidal, o chileno todo-o-terreno que é também um bom finalizador, tal como o jovem francês. Vidal não jogará na Luz, pelo que Marchisio, outro internacional italiano, deverá ser titular.
À frente, dois jogadores que se complementam: a velocidade e a movimentação de Tevez abre espaços para o gigante Llorente finalizar. Mas há que contar com Mirko Vucinic, Pablo Osvaldo, Giovinco (provável titular se Tevez não recuperar) e ainda Fabio Quagliarella, todos eles jogadores de seleção.
Num plantel com doze nacionalidades, destaque para a presença de 20 italianos, o que faz da Juve uma das formações com mais jogadores nacionais em Itália. Nos últimos dez jogos a formação de Conte venceu nove e perdeu uma (em Nápoles por 2-0). Na Europa não perde fora há oito jogos e na Liga Europa propriamente dita leva 12 jogos sem perder. Esta época apenas sofreu dois golos. Caso vença a competição sem derrotas, pode igualar a melhor sequência da prova conseguida pelo Atlético Madrid há dois anos.
Tal como o Benfica, a Juventus chega a Liga Europa depois de falhar na Champions. Inserida no Grupo B, os transalpinos apenas conseguiram uma vitória. Empataram três jogos e perderam dois, com o Real Madrid e o Galatasaray, equipa que os suplantou e seguiu em frente. Os empates foram em casa com o Real Madrid e com os turcos e fora o Copenhaga. A equipa começou por vencer a Supertaça de Itália no início da época mas foi afastada da Taça de Itália pela Roma nos quartos-de-final.
Em termos de títulos, a Juve tem 29 campeonatos italianos, nove Taças de Itália, uma Série B e seis Supertaças. A nível internacional, tem duas Champions, três Taça/Liga Europas, uma Supertaça Europeia, duas Taças Intercontinentais, uma Taça das Taças e uma Taça Intertoto.

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