A Federação Francesa de Futebol (FFF) aprovou hoje os seus novos estatutos, resultantes dos Estados Gerais de Outubro último e que prevêem uma reforma na sua governação, numa Assembleia-Geral (AG) extraordinária, em Paris.

A maior controvérsia do documento residia na nova repartição de votos entre o futebol profissional e amador na AG, mas que foi aprovado com 79 por cento dos votos.

Apesar das preocupações de alguns representantes do futebol amador face ao crescente poder dos profissionais – cujos votos sobem de 25 para 37 por cento e garantem uma minoria de bloqueio –, a votação de hoje é semelhante à registada na lei quadro resultante dos Estados Gerais, que definiu os princípios fundamentais da gestão da FFF, em Dezembro de 2010.

Os três outros pontos menos debatidos, mas também colocados a votação, foram: A eleição do presidente da FFF e de uma comissão executiva de 10 elementos através de uma lista (aprovada com 90,1 por cento dos votos), a sustentabilidade da contribuição financeira dos profissionais para os amadores (90,5 por cento dos votos) e a criação de uma Alta Autoridade, com 20 membros, representante das “famílias” do futebol (70,5 por cento dos votantes).

A adopção destes novos estatutos, que estão directamente ligados ao “catastrófico” Mundial2010 da selecção francesa e à sua gestão por parte da federação, visam evitar uma nova crise.

No entanto, uma delegação descontente com a nova distribuição de votos prometeu «manifestar-se» junto à sede da FFF no final da AG «para enterrar simbolicamente o futebol amador».

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