A imprensa sul-africana revela hoje desencanto pelo espectáculo proporcionado na sexta-feira por Portugal e Brasil no Mundial2010 de futebol, considerando que Durban acolheu um desafio demasiado insosso para o potencial das equipas.

“Grupo da morte empatado”, intitula o Saturday Star na primeira página de desporto, chamando para subtítulo um esclarecedor “Hola mexicana salva adeptos de embate monótono”.

A crónica lembra que este era o “jogo mais apetecível da primeira fase” e que as equipas “proporcionaram um espectáculo que foi uma dor de cabeça para os adeptos, contrastando com a festa nas bancadas”.

O primeiro e terceiro lugar no ranking mundial que Brasil e Portugal ocupam foram recordados para exigir mais e melhor aos oponentes.

Carlos Queiroz foi criticado por meter “nove atletas atrás da bola e Cristiano Ronaldo sozinho na frente”, falando igualmente de “falta de imaginação brasileira” para ultrapassar o esquema luso.

O jornalista não poupa também Cristiano Ronaldo, que partilha a foto central com o defesa brasileiro Lúcio, a quem acusa de ainda não ter causado “impacto no palco internacional”.

O Independent escolheu para título “Fogacho de jogo bonito” e diz depois que “Brasil e Portugal continuam com recorde de invencibilidade, enquanto os cartões amarelos voaram”.

“O jogo bonito prometido pelas equipas não se materializou na primeira parte e tão pouco na segunda, mas o resultado foi suficientemente bom para ambos, que continuam em prova e invictos”, acrescenta.

Para o jornalista, o único momento excitante do desafio foi para o público feminino, “quando Cristiano Ronaldo tirou a camisola aos 95 minutos”, no fim do jogo.

Numa outra caixa, intitula: “Queiroz contente, Dunga crítico com a táctica portuguesa”.

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