"A nossa preocupação é que os jogos sejam justos para todas as equipas. Há alguma estranheza por Portugal jogar com equipas de continentes diferentes e temos 4 nomeações por termos árbitros sempre sul-americanos. O mais importante, no entanto, é centrar o futebol na beleza e justiça", afirmou Carlos Queiroz na conferência de imprensa de antevisão do Portugal-Espanha dos oitavos-de-final do Mundial 2010.

O seleccionador nacional não hesitou em mostrar-se favorável à introdução de "alguns elementos" de auxílio aos árbitros, mas apenas no futuro. "O jogo está a decorrer e é altura de  jogar com as regras que existem. São estas e há que aceitá-las. A minha opinião é que alguns elementos no futuro devem ser considerados. Está em causa a credibilidade do jogo e o futuro do futebol. É tempo de algumas pessoas meterem a mão na consciência", frisou.

O jogo com o Brasil foi encarado como "um treino" para o duro confronto com a congénere espanhola, mas Queiroz sonha ir mais além dos oitavos-de-final. "Estamos até melhor preparados. Chegámos no grupo da morte, jogámos com o primeiro do ranking mundial, vamos agora jogar com o segundo e oxalá venha o resto. Seria bom sinal", confessou o técnico português.

"A minha maior preocupação é que os meus jogadores tenham consciência que o sentido de realização não existe, porque isso pode levar a relaxamento. Não estamos satisfeitos com nada do que fizemos até agora", concluiu.

O embate entre Portugal e Espanha está marcado para esta terça-feira, às 20h30 (19h30 em Portugal), no estádio Green Point, na Cidade do Cabo.

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