“Estou absolutamente convencido, pela experiência e vivência que tive aqui, que as coisas vão correr normalmente, sem casos de maior, mas infelizmente temos que tomar todas as precauções porque essa é uma questão que nos atinge no dia-a-dia, dos aeroportos às casas, das casas ao trabalho”, disse Carlos Queiroz.

O seleccionador nacional, que viveu cerca de dois anos na África do Sul quando treinou os “Bafana-Bafana”, considerou que o crime violento não é hoje apenas um fenómeno sul-africano, mas sim mundial, preferindo chamar-lhe “sinais da modernidade”.

“Infelizmente hoje a insegurança não é uma questão da África do Sul, é uma questão mundial que nos afecta a todos qualquer que seja o país e o sítio em que nos encontremos”, salienta Queiroz, recordando que ocorrem problemas nos Estados Unidos, na Rússia e até na Europa.

Carlos Queiroz, que hoje deixou Magaliesburg ao início da tarde sob escolta policial (que é aliás facultada a todos os responsáveis por selecções participantes no Mundial 2010), passou dois dias no local onde se estabelecerá o “quartel general” da selecção das “quinas” praticamente sem segurança.

Queiroz percorreu demoradamente as instalações escolares onde os seus pupilos treinarão e o “lodge” onde ficarão hospedados sem polícias sul-africanos por perto.

Queiroz, o director técnico da FPF, Carlos Godinho e outros membros da equipa técnica participarão terça-feira, dia 23, no complexo turístico de Sun City num “workshop” da FIFA destinado aos seleccionadores, tendo sempre vários carros da unidade de protecção pessoal da polícia sul-africana a escoltá-lo, quando se desloca entre cidades ou dentro da mesma localidade.

O comissário da PSP Marco Abreu faz parte da comitiva federativa, sendo certo que elementos das forças de segurança portuguesas acompanharão a selecção quando esta vier para o Mundial a poucos dias do início da prova, devendo trabalhar em conjunto com a polícia sul-africana.

Em Sun City, onde neste momento decorre uma conferência sobre medicina desportiva também organizada pela FIFA, foi assassinada, há pouco mais de uma semana, a directora de relações públicas do complexo.

A vítima, de 60 anos, foi encontrada morta no seu quarto, onde teria sido atacada por desconhecidos que se puseram em fuga e escaparam aos sofisticados equipamentos de segurança electrónica e grande número de guardas que protegem os hotéis, casinos, centros de conferência e salas de espectáculo ali existentes.

Apesar dos esforços significativos feitos pelas autoridades sul-africanas para garantir a segurança do primeiro Mundial a realizar-se no continente africano, as ultimas estatísticas oficiais revelam que são assassinados, por ano, pouco mais de 18 mil sul-africanos e 50 mil mulheres e crianças são violadas em cada 12 meses.

O governo fez um enorme investimento em equipamento, desde centenas de veículos de alta cilindrada a 6 helicópteros e outros meios aéreos, canhões de água e unidades de comando móveis, tendo admitido ao serviço 55 mil novos agentes e treinado especificamente para o Mundial outros 41 mil.

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