O director geral da candidatura ibérica ao Mundial 2018/2022, Miguel Ángel Lopez, assegurou hoje que se sente “esperançado e moderadamente optimista” em relação à decisão da FIFA, que será conhecida a 2 de Dezembro, em Zurique.
“Não vamos ganhar por goleada, nem vamos perder por goleada. Mas podemos obter a atribuição deste Mundial”, referiu o representante da candidatura de Espanha e Portugal, durante uma mesa redonda na qual estavam presentes elementos das outras candidaturas europeias, Holanda/Bélgica, Rússia e Inglaterra.
Ángel Lopez realçou o facto de as candidaturas ibérica e inglesa “terem vários pontos em comum, quer em termos de conceito de benefício por venda de entradas, quer pelo número de centros de treino”.
Um aspecto que tanto o representante da candidatura ibérica como os directores gerais das restantes candidaturas - Andy Anson (Inglaterra), Alexey Sorokin /Rússia) e Harry Been (Bélgica/Holanda) - referiram foi a “paixão pelo futebol”, que existe nos respectivos países.
Destacaram, igualmente, as infraestruturas que cada um das candidaturas oferece e, no caso da Inglaterra, Anson recordou que os estádios ingleses contam com “uma ocupação de 99 por cento nos jogos da Premier League”, face aos 89 por cento que se registam nas ligas de Portugal e Espanha, em termos de média de espectadores.
Por seu turno, o director geral da candidatura conjunta da Holanda e da Bélgica insistiu nas “vantagens geográficas” que os dois países asseguram, por se encontrarem “no centro da Europa”, além da “densidade populacional” nessa região, sem esquecer, também, o “rendimento ‘per capita’ dos países que os rodeiam”.
Lopez rebateu esses argumentos ao lembrar a “semelhança entre a mensagem dos belgas e holandeses com a da Alemanha”, quando conseguiu a organização do Mundial 2006, baseado na ideia de que “estava no coração da Europa”.
“Nós estamos no sul da Europa, mas isso nada significa porque o Mundial disputou-se este ano na África do Sul e não houve problemas com as deslocações. As pessoas foram lá e entendo que esse é, cada vez menos, um problema”, assinalou o representante da proposta ibérica, que destacou “a qualidade do alojamento que a Espanha e Portugal oferecem”.
Consciente de que este tema prejudica seriamente a candidatura inglesa – advertida este Verão pela FIFA da necessidade de alcançar melhorias neste sector –, Lopez acrescentou que a península ibérica “oferece 70 000 alojamentos de três a cinco estrelas”.

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