O defesa central Ricardo Costa, que representou Portugal em três campeonatos do mundo de futebol, confidenciou a existência de uma "superstição" da equipa nacional com as sobremesas de arroz doce e aletria antes dos jogos.

O jogador português, que ainda está em atividade, ao serviço do Tondela, da I Liga, recordou que a crença nas propriedades ‘de sorte’ das duas iguarias começaram no Mundial de 2006, na Alemanha, quando Portugal chegou às meias-finais.

"Foi a partir daí que começou a haver a superstição do arroz doce e da aletria, porque quando havia esses pratos na mesa ganhávamos sempre", recuperou sorridente, o defesa.

Ricardo Costa estreou-se nesse Mundial da Alemanha, e talvez por ser o primeiro do seu currículo tem um lugar especial nas memórias.

"O primeiro fica sempre mais marcado, até porque era mais jovem e vivi intensamente, cada jogo, cada treino, cada almoço ou jantar. Ficam muitas histórias", lembrou, com saudade.

O defesa central considerou que a prestação da equipa lusa nessa competição "fica também para a história", apontando que o quarto lugar então conseguido "foi um grande feito".

"Disputar o terceiro lugar num Mundial e contra a equipa da casa, muito forte, é um momento que não esquecemos. Tínhamos um forte espírito de grupo, e festejámos ter chegado a esse quarto lugar, porque é algo que não está ao alcance de qualquer seleção", sublinhou.

Quatro anos depois, na África do Sul, Ricardo Costa considerou que foi estruturada uma equipa "mais preparada para ter sucesso", num sonho que foi desfeito "na derrota com a futura campeã do mundo Espanha, e ainda por cima com o um golo em fora de jogo [risos]".

Maior desilusão foi a prestação da equipa Mundial de 2014, no Brasil, onde Portugal não passou de fase de grupos.

"Tivemos problemas com as lesões, o Cristiano [Ronaldo] não estava na melhor forma, apesar de ter dado o máximo, e acabou por nos faltar um golo, no jogo frente ao Gana, para podermos passar à fase seguinte", lamentou.

Ainda assim, Ricardo Costa não hesita em afirmar que participar num Campeonato do Mundo "é uma experiência única".

"São momentos que ficam para sempre na carreira de um jogador, e só quem vive esses mais de 50 dias de estágio é que sente o que é estar num Mundial. Há histórias que ficam para a toda vida, e sempre que nos encontramos ainda falamos nisso", afirmou.

O defesa central confessou que gostaria de ter tido oportunidade de fazer um quarto Mundial, considerando que "ainda se sentia com capacidade para ajudar", mas, não tendo essa oportunidade, ficará a apoiar incondicionalmente os amigos que tem na seleção.

"O Fernando Santos tem o seu grupo e temos de aceitar e, sobretudo, dar todo o apoio e força à nossa seleção. Vou ver todos os jogos, analisar as seleções, e fazer alguns comentários para a televisão, e estar a torcer por eles", garantiu Ricardo Costa.

Inserido no Grupo B do Mundial2018, que se realiza na Rússia entre 14 de junho e 15 de julho, Portugal estreia-se na sexta-feira, frente a Espanha, antes de defrontar Marrocos e o Irão de Carlos Queiroz.

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