De um lado uma Espanha, que ostenta a coroa de melhor da Europa (campeã em 2008), estruturada – com jogadores como Xavi e Iniesta - na escola do gigante FC Barcelona, e do outro um Paraguai que já conseguiu a sua melhor participação de sempre.

Depois de eliminar Portugal nos “oitavos”, a Espanha, sob o comando de Del Bosque, calou alguns críticos e parece assumir que é realmente uma das candidatas ao título mundial, ficando para trás o desaire na fase de grupos (derrota com a Suíça).

Para os paraguaios, que afastaram o Japão no desempate por grandes penalidades, a maior dificuldade está na falta de soluções ofensivas, numa equipa cujas maiores virtudes estão na defesa (um golo sofrido em quatro jogos).

Na frente, o argentino Gerardo Martino, seleccionador do Paraguai, deverá apostar em Santa Cruz e Barrios, com o benfiquista Óscar Cardozo – melhor marcador da Liga portuguesa – sentado no banco de suplentes.

A falta de golos dos avançados não assusta Santa Cruz, com o jogador a explicar que o jogo da equipa obriga a uma grande pressão dos avançados, que recuam muito para defender, razão pela qual é normal serem outros a marcar.

Santa Cruz diz que esse estilo costuma funcionar com equipas como o Brasil e Argentina, razão que lhes dá um balanço positivo em qualificações: duas vitórias, um empate e uma derrota, o que poderá deixar a Espanha de sobreaviso.

Vicente Del Bosque, seleccionador de Espanha, diz estar atento e apesar de não poder convencer as pessoas que a equipa não cometerá erros como o fez com a Suíça, sabe que o Paraguai tem “armas” para lutar neste jogo.

“Temos que levar a sério o Paraguai. Têm defesas e avançados bons. Devemos estar absolutamente concentrados neste jogo”, disse o técnico.

Também Llorente, que frente a Portugal entrou muito bem – substituindo Fernando Torres – está seguro que encontrará um adversário sólido na defesa, à semelhança de outros que a Espanha já defrontou.

Da Espanha espera-se uma “enorme” posse de bola e capacidade de a trocar, num jogo em que os olhares se voltam também para David Villa, avançado que tem estado endiabrado (quatro golos no Mundial) e é uma mais valia na equipa.

O jogo entre Paraguai e Espanha está agendado para as 20:30 horas locais (19:30 de Lisboa) de sábado, no Ellis Park, em Joanesburgo, com arbitragem de Carlos Batres, da Guatemala.

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