“A Espanha terá, obviamente, as coisas mais facilitadas, porque a estrutura base da selecção é a do Barcelona e isso torna as coisas muito mais fáceis, porque os jogadores já se conhecem, já jogam quase de cor, mas isso não invalida que a Holanda não seja uma boa selecção, com bons jogadores”, disse António Conceição em declarações à Agência Lusa.

A Holanda, finalista pela terceira vez, e a estreante Espanha disputam hoje, a partir das 20:30 locais (19:30 em Lisboa), aquele que será, para qualquer uma delas, o primeiro campeonato do Mundo, no estádio Soccer City, em Joanesburgo.

Mesmo assim, para o técnico, que já orientou em Portugal o Estrela da Amadora, o Vitória de Setúbal, o Trofense e o Belenenses e na Roménia o Cluj, o “grande nível técnico e táctico dos jogadores dá um equilíbrio muito elevado às selecções”.

“A vantagem que (a Espanha) tem é que os automatismos podem estar mais bem conseguidos. Os jogadores já se conhecem, este grupo de jogadores já está junto há muitos anos e a Holanda, que tem bons jogadores, terá de ter um trabalho mais apurado, porque não há muito tempo para preparar estas competições”, acrescentou.

Para António Conceição, “estas duas equipas eram candidatas a chegar à final”, apesar da expectativa criada em volta de selecções como “Brasil, Argentina e Alemanha”.

“Acho que estão na final as duas selecções que mais fizeram por isso. São dois estilos diferentes de jogo, mas com uma filosofia muito própria, com muita vontade de ganhar, bastante dinâmica e penso que as duas foram as que tiveram mais rendimento na prova. Acho que ficam muito bem como finalistas”, frisou.

Elogiando a organização de jogo de “La Roja”, que afastou Portugal nos oitavos de final, e as “transições da defesa para o ataque, com bons jogadores na linha atacante, mas com um sector não tão consistente” da Holanda, o treinador luso aponta como “segredo” da competição a solidez defensiva.

“A maior parte das equipas assentaram o seu jogo na segurança defensiva, procurando as transições rápidas. Acho que foi essa a nota dominante ao longo do campeonato, evidentemente, que algumas selecções, nos casos da Argentina, Brasil, Espanha e Holanda, a capacidade ofensiva é o reflexo dos jogadores de qualidade nestes sectores”, sublinhou António Conceição.

O técnico exemplificou o “poderio atacante” argentino, permitindo que “um dos jogadores revelação da época na Europa como Diego Milito e que não era titular”.

“Por aí se pode fazer a diferença em relação a algumas selecções com uma filosofia de ataque, mas que não tinham jogadores que fizessem a diferença na frente”, concluiu.

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