O Mundial de futebol da África do Sul teve uma das piores médias de golos da história, o que se pode justificar com eliminações prematuras de grandes candidatos e o eclipse de alguns jogadores.

No início da prova foram muitos os guarda-redes que contestaram a bola Jabulani, devido às suas trajectórias caprichosas, mas nem por isso houve mais golos, verificando-se antes o cenário inverso, com muitos jogos a oferecem resultados magros.

Parte da explicação poderá estar na eliminação, ainda na fase de grupos, de selecções candidatas e com jogadores de topo, habituados a criar e a marcar, como são os casos de desilusões como a Itália e a França, campeã e vice-campeã em 2006, na Alemanha.

Os transalpinos sempre foram conhecidos por terem um futebol pragmático – nem por isso muito ofensivo -, mas a França passou literalmente ao lado da prova, com convulsões internas e sem “mostrar” Ribéry, Anelka ou o suplente Thierry Henry.

Seguiu-se a eliminação da Inglaterra, que deixou a prova sem boas memórias e com Wayne Rooney em branco, num percurso em que a equipa de Fabio Capello, eliminada nos oitavos de final, marcou apenas três golos.

Eliminado na mesma ronda pela Espanha (1-0), Portugal marcou sete golos em quatro jogos disputados, mas esgotou a pontaria no encontro com a Coreia do Norte (7-0), num Mundial em que a estrela Cristiano Ronaldo também esteve longe do melhor e só “facturou” uma vez, com a ajuda de um ressalto na nuca.

Também o Brasil, longe da arte de bem jogar, voltou a mostrar que era muito à imagem do seu seleccionador Dunga, um antigo médio defensivo, com pouca capacidade criativa ou de explosão, num futebol pouco dado à magia.

Os “canarinhos” saíram de prova nos quartos de final, eliminados pela Holanda (2-1), com nove golos marcados e sem que o goleador Luís Fabiano pudesse sequer estar perto dos antigos internacionais Ronaldo ou Romário.

No número de golos salvou-se a Alemanha, que marcou 16 e colocou o jovem Thomas Müller entre os melhores (com cinco), e nem a nova campeã Espanha fugiu ao “défice” de golos, apesar do reconhecido mérito de ser a selecção que melhor guarda e troca a bola.

A campeã europeia e mundial marcou oito golos em sete jogos (quatro jogos foram decididos pelo “magro” 1-0), ficando com uma média de 1,14 por jogo, numa campanha em que, ainda assim, colocou David Villa (cinco golos) entre os melhores marcadores.

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