Fernando Santos analisou o embate frente à Suíça a contar para os oitavos de final do Campeonato do Mundo. O selecionador nacional frisou que a sua equipa tudo vai fazer para ganhar e passar aos quartos de final da prova.

Obrigação em ganhar "A equipa suíça diz que tem capacidade para ganhar o jogo. Há um jogo, vamos jogar onze contra onze, e sabemos quando estamos totalmente focados. Quando se passa aos oitavos cada vez se está mais perto de ser favorito. O que interessa é o que temos que fazer no jogo. Temos a obrigação de ganhar todos os jogos. É bom sentir essa adrenalina. Queremos muito ganhar e vamos fazer tudo para isso."

O que é que Portugal tem que mudar em relação à Coreia. Estes jogos a eliminar dão-lhe mais gozo a preparar? "Se não tivéssemos preparado bem não estávamos aqui. Vi o jogo na televisão e tive outra perceção. Na primeira parte a equipa de Portugal jogou bem. Se não houvesse aquele detalhe do golo, tivemos cinco, seis oportunidades. Fizemos bem e fomos penalizados num canto. Não conseguimos ser tão assertivos a nível ofensivo. Nestes três jogos que disputamos os detalhes é que fazem a diferença, muito mais agora."

Como recebe isso o facto de não ter talvez unanimidade em Portugal? "Não vejo as notícias. Preocupo-me em me concentrar, só tenho três dias para preparar o jogo. Em consciência colocarei a equipa em campo que penso que deve jogar naquele jogo. Acerto, ou não acerto. O objetivo que tenho é servir a equipa portuguesa."

O que espera amanha, uma Suíça mais ofensiva ou mais de contenção: "Jogam juntos há muito tempo. Tivemos com eles confrontos duros, difíceis, uma equipa muito organizada em campo. Uma equipa que sabe bem o que quer do jogo. A Suíça nunca perdeu o norte [frente ao Brasil], foi encarando o encontro com o mesmo foco, com o meu objetivo. Uma Suíça que sabe muito bem o que quer. O Shaqiri estava lesionado com o Brasil, mas manteve a mesma estrutura. A equipa suíça nos últimos jogos teve uma pequena nuance: Jogavam dois no meio campo, extremos com o pé contrario para vir dentro, o espaço entrelinhas. O Sow joga mais à frente para abrir linhas, mesmo na organização estratégica, o Sow baixa. Na organização defensiva, o Sow pega mais à frente e é mais um 4-4-2 do que um 4-3-3 como era mais normal nos confrontos que tivemos. Uma equipa sai em posse, o Sommer joga bem com os pés. Equipa que tenta aproveitar as armas que tem, muito bem organizada, com bons jogadores."

Equipa mais forte no Mundial até agora?

"Portugal? 'Sem ser Portugal?, Portugal"

Portugal tem que chegar mais vezes às fases adiantadas do Mundial? Depois de 1966, ainda sinto o jogo com a mesma emoção. Mas depois houve o hiato, foi muito longo. Apesar da imensa qualidade dos jogadores portugueses. Só voltamos em França, depois no México. Isso marcou uma geração de outros jogadores, que não conquistaram coisas. Portugal voltou a estar sempre presente nas fases finais. Já chegou a meias-finais. É a lei do futebol. A partir desta fase o grau de dificuldade vai aumentando. Sempre que estivermos lá presentes temos uma probabilidade de chegar à final e ganhar a final."

Rafael Leão tem dificuldades no jogo de futebol apoiado, sem um extremo puro: "O Leão é um jogador de eleição, tem um potencial enorme. Acho que vai ter uma carreira fortíssima. Tem as dificuldades normais, porque no clube ele joga só à esquerda. Tem uma liberdade total, e a minha equipa joga mais de pé para pé, com futebol a envolver-se, e ele está a sentir alguma dificuldade. Tem feito uma esforço fantástico."

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.