A seleção portuguesa de futebol só assegurou na ‘negra’ a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, ao superar em casa a Macedónia do Norte (2-0), ao invés da esperada Itália.

A oitava presença no Campeonato do Mundo, e sexta consecutiva, só ficou confirmada em 29 de março, na final do caminho C do ‘play-off’ europeu, diante de um conjunto acessível e com muito menos argumentos, mas que tinha afastado a ‘super’ Itália, atual campeã europeia.

A fase de qualificação lusa tinha tudo para ser tranquila e sem grandes sobressaltos no Grupo A europeu, contudo, tudo se complicou no último jogo: bastava um empate no Estádio da Luz, diante da Sérvia, mas Portugal perdeu por 2-1 e foi obrigado a ir aos ‘play-offs’, nos quais bateu a Turquia e, cinco dias depois, a Macedónia do Norte.

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Foi num Estádio do Dragão quase lotado que a equipa das ‘quinas’ foi melhor do que os turcos, mas, por culpa própria, ainda teve de suar, e, por pouco, quase viu um 2-0 transformar-se em 2-2, valendo Burak Yilmaz, que tinha reduzido aos 65 minutos, mandar um penálti para as ‘nuvens’, aos 85.

Matheus Nunes, aos 90+4 minutos, foi quem deu a ‘machadada’ final no resultado (3-1), ao corresponder com eficácia a um grande passe de Rafael Leão.

O médio Otávio, do FC Porto, foi o autor do golo que inaugurou o marcador, aos 15 minutos, e fez a assistência para o segundo, de Diogo Jota, aos 42, com os lusos a ficarem com o ‘passaporte’ quase garantido para o Qatar, depois de saberem que os italianos fracassaram em Palermo.

Seguiram-se os macedónios, no mesmo palco, onde Bruno Fernandes puxou dos ‘galões’, aos 32 e 65 minutos, anotando os golos da formação lusa, suficientes para Portugal assegurar a oitava fase final do Mundial, e sexta seguida, depois de 1966 (terceiro lugar), 1986 (fase de grupos), 2002 (fase de grupos), 2006 (quarto lugar), 2010 (oitavos), 2014 (fase de grupos) e 2018 (oitavos).

Antes, em 24 de março de 2021, o arranque foi vitorioso ante o Azerbaijão (1-0), em Turim, Itália, casa emprestada dos lusos, devido à pandemia de covid-19, mas foi em Belgrado que a fase de qualificação ficou marcada por um lance muito polémico, a envolver o ‘capitão’ Cristiano Ronaldo.

Se o Azerbaijão foi um alvo fácil, apesar do triunfo tangencial por 1-0, na primeira jornada, por culpa de um golo caricato na própria baliza do central Maksim Medvedev, aos 37 minutos, a história em solo sérvio teve um final pouco feliz para os lusos, três dias depois.

Em Belgrado, a equipa de Fernando Santos, apesar de se ter exibido a um nível muito aquém no segundo tempo, só não venceu porque sobre o final do período de descontos nenhum dos elementos da equipa de arbitragem – num jogo sem VAR – viu que a bola rematada por Cristiano Ronaldo ultrapassou por completo a linha.

Naquele que foi jogo 1.000 da carreira do selecionador luso, a formação das ‘quinas’ contabilizou, desta forma, um amargo empate a dois golos, visto que chegou ao intervalo a vencer por 2-0, por culpa de um ‘bis’ do avançado Diogo Jota, que faturou aos 11 e 36 minutos.

Os sérvios nunca deram o desafio por perdido e restabeleceram a igualdade no recomeço, com tentos de Aleksandar Mitrovic, aos 46 minutos, e Filip Kostic, aos 60.

O jogo da terceira jornada disputou-se em 30 de março, com o segundo triunfo em Luxemburgo por 3-1, com reviravolta, após os luxemburgueses adiantaram-se no marcador aos 30 minutos, por Gerson Rodrigues.

A reação lusa chegaria por intermédio de Diogo Jota, aos 45+2 minutos, Cristiano Ronaldo, aos 50, e Palhinha, aos 80.

Em setembro, a qualificação foi retomada, na receção à República da Irlanda, em Faro, mas de forma ‘tremida’ e num jogo especial para Cristiano Ronaldo, já que se tornou o melhor marcador de sempre por seleções, graças a um ‘bis’, aos 89 e 90+6 minutos, que consumou a reviravolta (2-1).

Seguiu-se a viagem a Baku, para somar a quarta vitória em cinco jogos na ‘poule’ A, diante do Azerbaijão (3-0), com Bernardo Silva, aos 26 minutos, André Silva, aos 31, e Diogo Jota, aos 75, a serem os autores dos tentos da formação lusa.

Em 12 outubro, novamente no Estádio Algarve, a goleada imposta ao Luxemburgo por 5-0 foi fabricada com os golos de Cristiano Ronaldo (08, 13 e 87 minutos), os dois primeiros de grande penalidade, para chegar aos 801 tentos como profissional, Bruno Fernandes, aos 17, e João Palhinha, aos 69.

Cerca de um mês depois, em Dublin, na sétima e penúltima partida da qualificação, lusos e irlandeses ficaram-se pelo ‘nulo’, um desfecho que deixou o campeão da Europa de 2016 a um ponto de selar o apuramento.

Contudo, com a Sérvia, no Estádio da Luz, em Lisboa, ‘pintado’ com as cores lusas, os visitantes mostraram mais vontade e querer, enquanto Portugal jogou para o empate, começando a defender demasiado cedo e acabando relegado para os ‘play-offs’.

Renato Sanches adiantou a formação das ‘quinas’, logo aos dois minutos, mas Dusan Tadic, aos 33, e Aleksandar Mitrovic, com uma cabeça certeira na bola, aos 90, responderam para a Sérvia, que acabou o agrupamento com 20 pontos, contra 17 de Portugal.

O Mundial2022 arrancou no dia 20 de novembro no Qatar, e vai até 18 de dezembro, com Portugal a integrar o Grupo H da prova, juntamente com Gana (24 de novembro), Uruguai (28 de novembro) e Coreia do Sul (02 de dezembro).

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