Portugal, com um dos melhores grupos de jogadores de sempre da sua história, é claro favorito a conquistar o Grupo H do Mundial2022 de futebol, embora tenha de enfrentar alguns ‘fantasmas’, na competição que vai decorrer no Qatar.

O sorteio colocou o Uruguai no caminho da seleção portuguesa, equipa responsável pela eliminação nos oitavos de final do Mundial2018 (2-1), e a Coreia do Sul, que fez cair Portugal na fase de grupos no Campeonato do Mundo de 2002, num dos jogos mais ‘negros’ da formação das ‘quinas’.

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Além disso, Paulo Bento, que dirigiu a seleção nacional entre 2010 e 2014, é agora o ‘líder’ da Coreia do Sul, o que adiciona ainda mais emoção, num grupo do qual ainda faz parte um Gana sempre ‘polémico’ fora dos relvados nas grandes competições, e face ao qual Portugal caiu, mesmo ganhando (2-1), no Mundial de 2014.

Depois de precisar do ‘play-off’ europeu para marcar presença no Qatar, a sua oitava, sexta consecutiva, em Campeonatos do Mundo, Portugal tem a ‘obrigação’ de conquistar Grupo H, ainda mais sabendo que, caso passe em segundo, há uma alta probabilidade de apanhar o Brasil nos oitavos de final, já que cruza com o Grupo G, em que estão ‘canarinhos’, Sérvia, Suíça e Camarões.

A completar oito anos sob o comando de Fernando Santos, que ficou ‘eternizado’ com a conquista do Euro2016, a seleção portuguesa chega ao Qatar, teoricamente com um dos melhores, talvez até o melhor, grupo de jogadores da sua história, cabendo o selecionador nacional arranjar forma de potenciar tanto talento.

O ‘capitão’ Cristiano Ronaldo lidera mais uma vez a esperança lusa e agora, talvez, ainda com mais pressão, já que, aos 37 anos, terá a sua última oportunidade (a quinta) de poder colocar as duas mãos no mais emblemático troféu do futebol mundial.

Por isso, Portugal é claro favorito a conquistar o grupo, embora o Uruguai, campeão mundial em 1930 e 1950, possa entrar nessa disputa, com uma equipa que vai assinalar no Qatar a despedida de uma geração, em que estão jogadores com Diego Godín, Luis Suárez e Edinson Cavani.

Agora liderados pelo ex-avançado Diego Alonso, a seleção do Uruguai alcançou o apuramento no terceiro lugar da qualificação sul-americana, embora com exibições irregulares, que levaram mesmo ao despedimento do lendário Óscar Tabárez, que estava no cargo há 15 anos.

Coates e Ugarte, ambos do Sporting, e Darwin Nunez, ex-Benfica e agora Liverpool, são mais três jogadores que poderão fazer vida difícil a Portugal.

Já a Coreia do Sul, que dificilmente repetirá a sua melhor participação, que foi em 2002, como anfitriã, quando chegou às meias-finais, aparece liderada no Qatar por Heung-min Son, avançado do Tottenham, com Paulo Bento a ter um reencontro, no mínimo, emocionante com a sua antiga equipa.

Bento foi o antecessor de Fernando Santos na seleção portuguesa, em 2014, num duelo que promete ‘aquecer’ o Grupo H, mas na qualificação asiática, por exemplo, ficou atrás do Irão.

Já o Gana, na sua quarta participação em Mundiais, após afastar a Nigéria na qualificação africana, pode baralhar as contas do agrupamento, dirigido por Otto Addo, técnico e antigo central germânico com raízes no Gana.

Os africanos tiveram a sua melhor participação em 2010, na África do Sul, quando chegaram aos quartos de final, ficando na altura a um ‘mão’ das meias-finais, e cruzaram-se com Portugal em 2014, na altura com Paulo Bento na seleção lusa, num encontro em que os jogadores estiveram perto de não disputar devido a questões relacionadas com o pagamento dos prémios monetários da federação ganesa.

O arranque do grupo está agendado para 24 de novembro, com Portugal a defrontar o Gana, e o Uruguai a medir forças com a Coreia do Sul.

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