Guardiola está de 'pedra e cal' no Manchester City. A garantia terá sido dada pelo próprio, em conversa com os jogadores, diz a imprensa inglesa.

"Em qualquer liga que joguemos vou estar aqui. Mesmo que nos coloquem na ‘League Two’ [n.d.r. terceira divisão], ainda vou cá estar. É tempo de nos mantermos juntos", terá dito Guardiola, aos seus jogadores e staff técnico, de acordo com a imprensa inglesa.

O treinador catalão não se mostra muito preocupado com a decisão da UEFA em banir o Manchester City das suas provas durante duas temporadas, por o clube inglês violado as regras do fair-play financeiro.

Na passada sexta-feira, a UEFA anunciou a suspensão dos campeões ingleses das suas provas, devido a violação dos Regulamentos de Licenciamento e do Fair Play Financeiro entre 2012 e 2016. De acordo com a decisão publicada pela Câmara Adjudicatória independente do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA, o clube estará banido das provas europeias nas épocas de 2020/2021 e 2021/2022 e é condenado ainda a pagar uma multa de 30 milhões de euros. O clube já anunciou que vai recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS em francês).

O organismo que rege o futebol europeu tinha aberto uma investigação aos 'citizens', através da Câmara Adjudicatória do Comité de Controlo Financeiro de Clubes (CFCB), por “alegadas violações do ‘fair play’ financeiro”, a 7 de março de 2019. A câmara de investigação, independente do comité do organismo de cúpula do futebol europeu, decidiu “abrir uma investigação formal a potenciais violações das regras de ‘fair play’ financeiro”.

A decisão surge na sequência da divulgação de correspondência do emblema inglês por “vários meios de comunicação social”. O jornal alemão Der Spiegel publicou uma série de documentos, depois de várias denúncias relacionadas com os arquivos do 'Football Leaks', que apontam para uma 'injeção' de dinheiro no clube por parte do dono, Sheikh Mansour, acima do que é permitido pelas regras europeias, referindo-se ainda aos contratos de patrocínio do campeão inglês.

O Manchester City, detido desde 2008 por um membro da família governante de Abu Dhabi, foi, juntamente com os franceses do Paris Saint-Germain, alvo de notícias com base no ‘Football Leaks’ (investigação que denuncia operações obscuras no futebol mundial), segundo as quais celebrou contratos de patrocínio sobrevalorizados.

De acordo com o 'New York Times', o clube inglês é suspeito de ter entregue relatórios financeiros falsos e informações erradas dos valores recebidos em patrocínios ao organismo que gere o futebol europeu, de forma a contornar as regras impostas para todos.

Estes documentos, acrescenta o New York Times, mostram as 'técnicas' dos citizens para tentar disfarçar as injeções de dinheiro por parte de uma empresa de investimento apoiada pelos Emirados Árabes Unidos e, assim, contornar as regras do fair-play financeiro da UEFA. O 'New York Times' explica ainda que vários funcionários do organismo temem que a reputação da UEFA seja afeta caso não tenham mão pesada nesta investigação. A hipótese de afastamento do City da Liga dos Campeões estava 'em cima da mesa', como veio agora a ser confirmado.

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