O Benfica confirmou, na passada quarta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM) a proposta do Atlético de Madrid pelo avançado João Félix, revelando que recebou uma proposta de 126 milhões de euros pelo avançado de 19 anos, que está "a ser analisada".

Como exemplo, imagine que compra um automóvel com recurso a um empréstimo financeiro. Ao longo dos meses irá abater o valor do veículo, mais os juros associados a pagar à entidade bancária. O mesmo acontece com a operação por João Félix. O Atlético de Madrid irá recorrer a um empréstimo bancário para esta transferência megalómana, pagando assim os 120 milhões (valor da cláusula do jogador) e os seis milhões de juros ao banco. No entanto, o concessionário, neste caso o Benfica, não recebe mais pelo carro do que o preço que consta.

O Benfica irá receber os 120 milhões por inteiro da entidade bancária, comprometendo-se assim a financiar essa operação. Os seis milhões restantes correspondem aos juros das prestações que o Atlético pagará ao banco. Ou seja, o Benfica não ficará com esses seis milhões.

No entanto, o clube de Madrid, por questões legais e para evitar qualquer tipo de ilegalidade fiscal, precisava que os juros fossem declarado pelo Benfica.

Agora, o Benfica não é obrigado a aceitar este modo de pagamento escolhido pelos ‘colchoneros’, mesmo que estes tenham batido a cláusula de rescisão.

Se o Benfica aceitar a proposta, esta torna-se a transferência mais cara do futebol português até hoje, quebrando o que sucedeu com Hulk em 2012, que se transferiu do FC Porto para o Zenit a troco de 60 milhões de euros.

De acordo com o Correio da Manhã, o fisco está a “acompanhar de perto a evolução” desta negociação e o Benfica terá de prestar mais esclarecimentos à CMVM.

*artigo atualizado às 11h47 com mais informação

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