O treinador do Olhanense, Abel Xavier, prometeu hoje uma equipa à sua imagem para concretizar o objetivo de vencer o Vitória de Guimarães, no sábado, em encontro da jornada inaugural da I Liga portuguesa de futebol.

«Quero que os meus jogadores sejam os campeões do sofrimento, porque é preciso sofrer para dar valor às vitórias. Vamos a Guimarães para ganhar», afirmou o técnico, na antevisão ao seu primeiro jogo oficial no cargo.

«No futebol, têm lugar todos os treinadores ambiciosos, mas a minha ambição passa, acima de tudo, por sustentar e ajudar o clube nesta liga, com o meu ‘know-how’ adquirido enquanto jogador, sabendo que a vida de um treinador tem duas faces: quando a equipa ganha, ganham muitos; e quando perde, perde o treinador», afirmou Abel Xavier.

O treinador do Olhanense pretende uma equipa «equilibrada, em que os jogadores tenham desejo e vontade de querer ganhar a posse de bola», e uma equipa «proativa e não reativa, que saiba as exigências de competir ao mais alto nível».

Abel Xavier fala de um plantel com «motivação e ansiedade» pela estreia na Liga, depois de uma «revolução» na pré-época, com 18 reforços garantidos, muitos deles sem experiência no futebol português, e 14 deles incluídos na primeira convocatória.

«Grande parte dos jogadores nunca jogou no futebol português, contra as equipas da Liga. Mas isto deve servir de estimulante para eles», sustentou o técnico dos algarvios, nada incomodado com as «12 nacionalidades e cinco idiomas» que tem de enfrentar no grupo.

«Um dos meus trabalhos passa por ser tradutor, mas eu nunca vi um tradutor ser treinador. São condicionantes da evolução do futebol. Gostaria de ter cada vez mais jogadores portugueses referenciados, porque acredito muito na formação e acredito que o produto nacional é bom», assinalou.

Abel Xavier, que prometeu «entradas e saídas» no plantel até final de agosto, reconheceu que a pré-época teve várias vicissitudes, decorrentes da reestruturação operada no clube, que teve de criar uma SAD, dominada por investidores italianos.

«O facto de a nova administração ter salvado o clube é algo que deve ser olhado de forma positiva pelos adeptos. Se o Olhanense é viável, isso é da responsabilidade da nova administração», garantiu.

A perda de vários jogadores que rescindiram por ordenados em atraso e o estado do relvado do Estádio José Arcanjo, que levou a SAD algarvia a optar, para já, pelo Estádio Algarve como palco dos jogos caseiros, foram algumas das «condições não acauteladas» no processo de transição.

No caso da escolha do recinto situado a quase 20 quilómetros de Olhão, o técnico espera que não seja «motivo de divisão» junto dos adeptos, tendo sublinhado que se trata de uma situação «transitória».

«Neste momento, é fundamental a união de todas as pessoas que gostam e simpatizam com o Olhanense. Jogar em Olhão é uma mais-valia e a nossa vontade é voltar para Olhão. Para isso, é preciso ter um relvado digno de se jogar», concluiu.

O Vitória de Guimarães e o Olhanense defrontam-se no sábado, às 20h15, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, em jogo que será arbitrado por Olegário Benquerença (Leiria).

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