Marcos Acuña foi um dos mais visados na invasão a Alcochete, a 15 de maio de 2018. Esta terça-feira, através de videoconferência a partir do Tribunal do Montijo, o argentino conta o que aconteceu.

“Entraram umas 30 ou 40 pessoas. Quando chegaram tentaram fechar a porta, mas não conseguiram. Os primeiros que entraram traziam os rostos todos cobertos. Quando o William tentou fechar a porta, forçaram a porta e entraram a chamar por mim e pelo Battaglia. Vieram para nós e começaram a atacar-nos, estávamos um pouco distantes um do outro”, começou por dizer.

O argentino recorda que foi atacado por quatro ou cinco elementos do grupo de invasores. “Primeiro levei uma bofetada e depois seguiram-se murros e pontapés”, disse Acuña, revelando o que lhe disseram os agressores.

"Diziam-me, enquanto batiam, que não merecia a camisola. Tentaram tirar-me a roupa de treino e disseram que me iam matar, sabiam onde vivia, e onde os meus filhos iam à escola", partilhou.

Acuña acrescenta que alguns suspeitos se mantiveram à porta para que ninguém abandonasse o local.

 “Não me de lembro muitas mais ameaças que tenham feito a não ser que se não ganhássemos no domingo íamos ver o que nos ia acontecer”, observou.

Rodrigo Battaglia vai também prestar declarações, depois de Acuña. O julgamento decorre no Tribunal de Monsanto.

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