O antigo administrador da SAD do Futebol Clube do Porto (FCP) Antero Henrique afirmou esta quarta-feira, durante o julgamento da Operação Fénix, que nunca pediu nem beneficiou de serviços de segurança pessoal por parte da empresa SPDE.

"A SPDE nunca prestou qualquer tipo de serviço de segurança pessoal. Prestava serviços de segurança ao evento jogo de futebol, no Estádio do Dragão", referiu.

Antero Henrique é acusado de seis crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada, por alegadamente ter requerido serviços de acompanhamento e proteção pessoal à SPDE, quando sabia que a empresa não dispunha de alvará para o efeito.

Na audiência de hoje do julgamento, que decorre no quartel dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Antero Henrique admitiu que, uma vez, ligou ao responsável da SPDE, Eduardo Silva, mas apenas para lhe pedir boleia para o Estádio do Bessa para a então mulher de Pinto da Costa, presidente do FCP.

"Foi apenas pedir uma boleia, um favor, uma gentileza", referiu, descartando que o objetivo fosse fazer segurança pessoal.

Noutra ocasião, terá ligado a Eduardo Silva pedindo que fosse ao Estádio do Dragão falar com Pinto da Costa, por causa de alegados assaltos à casa dos pais do presidente do FCP, em Cedofeita.

"Só lhe pedi para ir falar com o presidente, nada mais", acrescentou Antero Henrique.

O antigo administrador disse que os contactos entre a SPDE e o FCP eram normalmente assegurados pelos responsáveis da empresa PortoEstádio e garantiu que nunca teve qualquer "relação profissional direta" com Eduardo Silva.

A "Operação Fénix" é um processo relacionado com a utilização ilegal de seguranças privados.

Os 54 arguidos respondem por crimes de associação criminosa, exercício ilícito da atividade de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física qualificada, ofensas à integridade física agravadas pelo resultado morte, tráfico, posse de arma proibida e favorecimento pessoal.

Eduardo Silva é o principal arguido, estando acusado de 17 crimes de exercício ilícito de atividade de segurança privada, além de associação criminosa, favorecimento pessoal e detenção de arma proibida.

Pinto da Costa também é arguido, acusado de sete crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada, mas também já refutou a acusação do Ministério Público, tendo afirmado que nunca teve guarda-costas.

Na sessão de hoje, foi também ouvido um ex-agente da PSP, acusado de associação criminosa, exercício ilícito da atividade de segurança privada, coação, detenção de arma proibida e tráfico e mediação de armas.

O arguido apenas assumiu a detenção de arma proibida, que justificou com as alegadas ameaças de que diz ser alvo fruto da sua atividade na investigação criminal, nomeadamente na área do tráfico de droga.

"Não sei o que estou aqui a fazer", afirmou, antes de refutar todos os outros crimes de que é acusado.

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