Foram hoje ouvidas mais cinco testemunhas do "Caso Cardinal", que opõe um grupo de árbitros a Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting.

Os árbitros João Capela e João Ferreira, os auxiliares Pedro Garcia e Pedro Ribeiro e observador Valdemar Lopes disseram todos que nunca acederam à lista que continha dados pessoais de agentes da arbitragem, alegadamente elaborada a mando de Pereira Cristóvão. A mesma lista foi colocada a circular na Internet no decorrer da temporada 2011/12.

Os árbitros foram também questionados se alguma vez tinham tido um tratamento diferenciado em Alvalade. Nesse aspeto, Pedro Garcia foi o único a relatar um episódio que envolveu a oferta de uma camisola com o seu nome e idade gravados. O árbitro auxiliar sublinha, no entanto, que todos os elementos da equipa de arbitragem receberam a mesma prenda.

Por seu turno, João Capela e João Ferreira afirmaram que pediram uma reunião com a Federação Portuguesa de Futebol, porque se sentiram ameaçados, assim que tiveram conhecimento da lista. Os dois árbitros relataram que receberam ameaças intimidatórias através de SMS e de e-mail e que e tiveram proteção policial.

Um grupo de 33 árbitros exige uma indemnização de mil euros cada a Pereira Cristóvão por danos morais.

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