O Arouca negou hoje a existência de uma notificação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a futebolistas do clube para abandonarem o país e garantiu que o procedimento de legalização decorre normalmente.

Alguma imprensa de hoje refere que o Arouca teria jogadores com ordem para abandonar o país, algo que o clube nega.

Um elemento da Direção do Arouca confirmou à agência Lusa a visita do SEF e garantiu que os seus atletas estão a respeitar as exigências desportivas e legais impostas.

"Os jogadores não foram notificados. Eles estão sinalizados no SEF porque os processos estão a decorrer, dentro dos prazos, tal como acontece sempre.

No caso dos jogadores citados, a documentação foi entregue no SEF e estamos a aguardar a marcação das entrevistas para depois o organismo emitir a autorização de residência. Mas estes são processos que levam tempo e que não dependem exclusivamente do Arouca. Dependem igualmente da disponibilidade do SEF para agendar as entrevistas", fez saber o mesmo responsável.

Os jogadores cujo processo aguarda conclusão são o paraguaio Walter González, os brasileiros Bruno Lopes e Vitor Costa e ainda dois atletas dos juniores, Alseny Soumah e Morlaye Sylla, de 18 anos e oriundos da Guiné Conacri. Com estes, garantem há já apresentações agendadas.

Em nota tornada pública na quinta-feira, o SEF divulgou ter feito, na última semana, diligências em clubes na zona centro do país, que abrangeram quarenta clubes e associações desportivas, entre estes, o Arouca.

"Dezasseis indivíduos foram notificados para abandonar o país no prazo de vinte dias. Os restantes indivíduos em situação irregular foram notificados para comparência no SEF, uma vez que poderão reunir condições para requerer a regularização da respetiva permanência em solo português", lê-se no comunicado do SEF.