A Assembleia-Geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai decidir no sábado se ratifica o regresso do sorteio dos árbitros nas competições profissionais, proposto pela Liga de clubes.

A 29 de junho, a maioria dos clubes representados na AG da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou o regresso do sorteio dos árbitros nos jogos das competições profissionais, através de uma fórmula condicionada pela obrigatoriedade de apenas os internacionais dirigirem os jogos de maior dificuldade.

A proposta foi apresentada pelo Sporting e pelo FC Porto na reunião magna da Liga de clubes e mereceu repúdio imediato do Benfica, pela voz de Paulo Gonçalves, que representou os ‘encarnados’ na AG.

“O FC Porto e Sporting conseguiram consensualizar uma proposta em cinco minutos, para reverter uma situação que durava há 12 anos”, disse o jurista, completando: “O Benfica é contra o sorteio, e nem pode votar em consciência uma proposta que não foi debatida nem ponderada.”

Também o Conselho de Arbitragem da FPF, órgão responsável pelas nomeações, se mostrou contra a nomeação, considerando que o sistema atual é o “que melhor defende os interesses das competições, da arbitragem e dos árbitros”.

Sobre outra das propostas em apreciação, o CA disse ainda ser “inconcebível a proposta de os clubes poderem interferir diretamente na classificação dos árbitros, em resultado da denúncia das suas atuações”.

“O sorteio é uma aberração. É uma negação ao que se pretende. Não existe em lado nenhum da europa, nem UEFA, nem da FIFA. É um retrocesso. Um regresso a um passado, mas a um mau passado”, admitiu Vítor Pereira, presidente do CA, em entrevista à SIC Noticias.

Questionado sobre a questão do sorteio dos árbitros ser ilegal, o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, recusou "entrar na discussão", justificando que o Governo só verifica a legalidade das alterações após decisão da federação.

A direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai respeitar a decisão da assembleia-geral, disse à agência Lusa fonte do organismo.

“A decisão da assembleia é soberana, os 84 delegados decidirão livremente, em respeito com os estatutos, regulamentos e a lei. A direção da FPF executará o que for deliberado pelos sócios”, disse a mesma fonte.

Além do sorteio dos árbitros, a AG extraordinária vai decidir se vai ratificar outras propostas de alterações aos regulamentos de disciplina e arbitragem.

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