Na reunião que durou cerca de três horas, foi discutida a recomposição do Conselho de Administração, em que José Duarte Ferreira e Mendes Palitos substituem o ex-presidente Viana de Carvalho e Pedro Neto.

Rejeitada foi a inclusão de um terceiro elemento (Nuno Simões) na SAD, de forma a facilitar a administração que entrará em funções após as eleições de 03 de Julho, pois este terceiro elemento, ao contrário dos outros dois, indicados pelo clube, teria de apresentar a demissão, mantendo-se em funções por mais 30 dias, de acordo com a lei.

O ponto mais “quente” da reunião prendeu-se com uma proposta apresentada pelo candidato à presidência João Pinho de Almeida, em que os poderes dos actuais administradores sejam limitados ao cumprimento dos pressupostos para inscrição da equipa de futebol na Liga.

“Votaram a favor todos os accionistas presentes, bem como a Beleminvest. Apenas o accionista (José Duarte Ferreira) que representava as acções do clube votou contra. Como a quantidade de acções do clube é superior à soma das acções da Beleminvest e dos accionistas presentes, a proposta foi rejeitada”, disse o presidente da AG da SAD, Carlos Pereira Martins, considerando a situação “caricata”.

Relativamente ao contrato celebrado com Baltemar Brito, “foram pedidos esclarecimentos”, tendo sido solicitado por um accionista que uma cópia do contrato fosse anexada à ata da AG, havendo divergências quanto a uma possível cláusula que remete para um período de 30 dias à experiência.

João Pinho de Almeida considerou que existe “um desfasamento total entre aquilo que é o interesse dos sócios, que estão preocupados com ato eleitoral, e pessoas que estão a tentar gozar os seus cinco minutos de glória à custa do Belenenses”.

O candidato da lista B criticou a ausência do presidente da Mesa da AG, Henrique Abecassis, que “não se dignou a estar presente, para explicar qual era a intenção relativamente à administração que indicou e quais os poderes conferidos”.

“Por enquanto, usaremos todos os meios de persuasão e a seguir usaremos os meios legais disponíveis, se virmos que a SAD e o clube possam estar a ser lesados”, afirmou o secretário-geral do CDS/PP, que alertou para a possibilidade de o clube estar a ser alvo “de um ato criminoso”.

Quanto ao contrato do técnico, João Pinho de Almeida realçou o desacordo entre os dois administradores da SAD, que levou ao pedido de um accionista para que fosse fornecida uma cópia do contrato.

“Mendes Palitos disse que o contrato não excluía o período experimental e José Duarte Ferreira disse que não era bem assim e, como tal, não prestavam um esclarecimento definitivo. Cada um disse coisas diferentes”, concluiu.

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