O antigo coordenador de segurança da Academia de Alcochete explicou esta segunda-feira que “não houve qualquer problema com as imagens” de videovigilância do dia do ataque, mas apenas um problema técnico que impediu, naquele momento, a sua visualização.

Na sétima sessão do julgamento do ataque à academia, com 44 arguidos, entre eles o antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, que esta segunda-feira marcou presença na sala de audiências, Ricardo Gonçalves esclareceu que as imagens recolhidas em 15 de maio de 2018, dia da invasão, foram todas recolhidas.

O que aconteceu, explicou, foi que, nesse dia, um problema técnico, originado pela ativação do alarme de incêndio durante a invasão, fez com que houvesse uma “falha de comunicação entre os servidores e a máquina” em que se visualizam as imagens.

“As imagens estavam lá, só não conseguimos visualizar”, naquele momento, esclareceu.

Ricardo Gonçalves afirmou que a situação acabaria por ser resolvida com a intervenção de elementos do departamento de informático do Sporting e da GNR, o que levou algum tempo, razão pela qual só às 05:00 de 16 de maio de 2018 é que as imagens chegaram até à investigação.

Em 15 de maio do ano passado, durante o primeiro treino da equipa de futebol do Sporting, após a derrota na Madeira com o Marítimo, por 2-1, cerca de 40 adeptos ‘leoninos’ encapuzados invadiram a academia do clube, em Alcochete, e agrediram vários jogadores, bem como o então treinador, Jorge Jesus, e outros membros da equipa técnica.

O atual líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes ‘Mustafá’, o antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do clube, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e ‘Mustafá’ também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia, o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Estes 41 arguidos vão responder ainda por dois crimes de dano com violência, por um crime de detenção de arma proibida agravado e por um crime de introdução em lugar vedado ao público.

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