O central internacional uruguaio Sebastián Coates Nión, de 30 anos, foi a grande figura da edição 2020/21 da I Liga portuguesa de futebol, como capitão, líder da defesa e até goleador do campeão Sporting.

Na sexta época em Alvalade, onde chegou em janeiro de 2016, proveniente dos ingleses do Sunderland, Coates foi decisivo em muitos triunfos, muitas vezes pelo que fez defensivamente e outras tantas no papel, competente, de ponta de lança.

Se o Sporting acabou a prova com a defesa menos batida (20 golos sofridos), muita da culpa pertence ao uruguaio de Montevideu, onde nasceu em 07 de outubro de 1990, que liderou o setor, numa defesa com três centrais que funcionou às ‘mil maravilhas’.

O treinador Rúben Amorim apostou, sem margem para inflexões, num ‘3-4-3’, com Coates a encaixar na perfeição no papel de central ao meio, a comandar todo o setor, do ‘alto’ da sua enorme experiência, nacional e internacional.

Com Luís Neto (ou Gonçalo Inácio) de um lado e o marroquino Feddal do outro, o ‘4’ dos ‘leões’ foi o grande patrão da defesa ‘leonina’, pautando as suas atuações sempre por um grande sentido posicional, parecendo estar quase sempre no sítio certo.

A ‘limpar’ a defesa, sempre mais num sentido prático do que com ‘rodriguinhos’, Coates deu grande estabilidade à equipa na retaguarda, o que permitiu que Pedro Porro, na direita, e Nuno Mendes, na esquerda, tivessem grande liberdade para atacar.

O uruguaio contou também com a preciosa ajuda dos médios centrais Palhinha e João Mário, dois grandes ‘operários’, sempre a jogar em prol do coletivo, proporcionando vários jogos de ‘descanso’ ao guarda-redes Adán, que, quando foi preciso, também mostrou, porém, toda a sua qualidade e experiência.

Coates foi determinante atrás, mas não o foi menos no ataque, com vários golos decisivos a evitar derrotas e perdas de pontos, quando Nuno Santos, Tiago Tomás, Paulinho, o ‘joker’ Mathias Nunes ou Pedro Gonçalves não se mostravam capazes de faturar.

Na primeira volta, na qual o ex-Famalicão mostrou enorme inspiração, com 14 golos, Coates quase nem teve de intervir, limitando-se a um golo, o segundo no 2-0 em Paços de Ferreira, logo na estreia dos ‘leões’, em encontro da segunda jornada – marcou de pé esquerdo, numa insistência, depois de um canto.

O ‘gás’ do internacional sub-21 começou, porém, a ‘desaparecer’ e o central uruguaio teve de entrar em ação, logo à 18.ª jornada, em Barcelos, face ao Gil Vicente, que vencia por 1-0 à entrada para os 10 minutos final.

Coates restabeleceu a igualdade aos 83 minutos, com um pontapé de ressaca de pé direito, à entrada da área, e selou o triunfo dos ‘leões’ já nos descontos, aos 90+1, de cabeça, na sequência de um livre marcado na esquerda por Pedro Porro.

Na 22.ª jornada, na receção ao Santa Clara, o ‘onze’ de Rúben Amorim chegou aos descontos em igualdade (1-1) e foi novamente Coates a selar o triunfo (2-1), agora aos 90+3 minutos, num cabeceamento implacável, após cruzamento tenso de João Mário.

O seu derradeiro golo na prova, o quinto, e quarto na segunda volta, também foi determinante, pois, à 28.ª jornada, iniciou a recuperação face ao Belenenses SAD, que, algo escandalosamente, liderava por 2-0 em Alvalade à entrada para os 80 minutos.

Coates voltou a ‘vestir a pelo’ de ponta de lança e, aos 83 minutos, marcou de cabeça, imperial, depois de um canto, correspondendo a um centro da esquerda de Nuno Santos, após um primeiro alívio da defesa ‘azul’.

Já nos descontos, os ‘verde e brancos’ salvariam, então, a invencibilidade – perderam-na, já campeões, na Luz -, graças a uma grande penalidade concretizada por Jovane Cabral.

Se o Sporting foi campeão, bateu o recorde de invencibilidade numa época, acabou com a melhor defesa e com o terceiro melhor ataque, muito deve ao uruguaio Coates, inquestionavelmente o ‘Jogador Mais Valioso’ (MVP) da I Liga 2020/21.

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