O Benfica recebeu e venceu o Farense por 3-2 em partida da 3.ª jornada da I Liga portuguesa 2020/21, seguindo assim 100 por cento vitorioso no topo da tabela. Um triunfo que, contudo, chegou a estar em dúvida até à entrada para o quarto de hora final, frente a um adversário que esteve muito perto de virar o jogo na primeira meia hora do segundo tempo.

Valeu às 'águias' a inspiração do suíço Haris Seferovic, que saltou do banco para, com um golo aos 79 minutos e outro aos 87, garantir à turma da Luz a conquista de mais três pontos, certamente os mais suados dos pupilos de Jorge Jesus na prova até ao momento.

Farense entra afoito, mas Benfica reage depressa

Do lado das 'águias', Jorge Jesus, face à ausência de Jan Vertonghen, lesionado, e à venda de Rúben Dias, transferido para o Manchester City no início da semana, já tinha anunciado que ia apresentar uma dupla de centrais inédita. Jardel voltou à titularidade e o recém-contratado Otamendi estreou-se pelos 'encarnados'.

E logo nos instantes iniciais foi possível perceber alguma insegurança no eixo da defesa encarnada. Na sequência de um livre batido para a grande área do Benfica, a bola passou pela cabeça de vários jogadores do Farense com relativo perigo até que acabou nas mãos de Vlachodimos. O Farense entrou mesmo bastante bem no jogo e, logo depois, Lucca, em contra-ataque, rematou à baliza encarnada e Odysseas só defendeu a dois tempos.

Mas o Benfica não tardou a reagir. Defendi negou o golo a Darwin com uma grande defesa, depois de o uruguaio ter rematado já na pequena área e o mesmo Darwin rematou por cima, desta feita de longe, minutos mais tarde. A sefuir, foi Everton a testar Defendi e, depois, Pizzi rematou milímetros ao lado.

'Águias' chegam ao primeiro, mas abrandam o ritmo

O domínio dos homens da casa ia-se intensificando e adivinhava-se o primeiro golo. Que acabaria mesmo por surgir à passagem do minuto 15. Rafa recuperou uma junto à linha divisória, apanhando a defesa do Farense em contra-pé, avançou até à grande área contrária e cruzou atrasado, para um remate de Pizzi que ainda desviou num adversário antes de acabar no fundo das redes.

O Benfica ainda voltou a criar perigo, pouco depois, num remate de Everton que Defendi segurou sem grandes dificuldades, mas a partir daí baixou a intensidade. O Farense aproveitou para subir no terreno e passar mais tempo no meio-campo 'encarnado', chegando mesmo a ameaçar o empate, num cabeceamento de Stojiljkovic que só não deu em golo devido a uma excelente defesa de Vlachodimos.

Vlachodimos que, pouco depois, foi espelho do 'adormecimento' das 'águias', ao quase se deixar desarmar por Stojiljkovic depois de demorar demasiado tempo a ver-se livre da bola atrasada por um colega. O Benfica precisava do intervalo para voltar a acordar, e este chegou mesmo sem mais alterações no marcador.

Benfica não desperta e Farense empata

O intervalo, contudo, não chegou para despertar de novo as 'águias' para o jogo e foi, novamente, o Farense o primeiro a ameaçar, num remate por cima de Fabrício Isidoro. Logo depois, grande penalidade a beneficiar os algarvios. O lance ainda seguiu mas, alertado pelo VAR, Tiago Martins assinalou mesmo falta de Otamendi sobre Stojiljkovic.

Na marcação do consequente castigo máximo, porém, Ryan Gauld permitiu (por duas vezes, visto que a primeira grande penalidade foi mandada repetir pelo árbitro) a defesa de Vlachodimos. Só que, no pontapé de canto que se seguiu, o Farense marcou mesmo. Canto cobrado por Gould e o brasileiro Johnatan Lucca subiu mais alto que Otamendi para fazer o 1-1.

Mais dois sustos e um contratempo, antes do suspiro de alívio para o Benfica

Mas nem assim os pulilos de Jorge Jesus pareceram reagir. O técnico lançou Pedrinho, Seferovic e Weigl para os lugares de Rafa, Waldschmidt e Gabriel, mas seguiram-se mais dois sustos - e que sustos - sem que o Benfica voltasse a tomar conta do jogo. Na sequência de um lance confuso, Fabrício Isidoro introduziu a bola no fundo das redes, o Farense festejou o golo, mas o VAR mandou anular o lance devido a um fora de jogo no decorrer do lance.

De seguida, foi Vlachodimos, com uma defesa verdadeiramente fenomenal, a evitar que os algarvios ganhassem mesmo vantagem, num cabeceamento de Stojiljkovic. E se a vida não estava fácil para a turma da casa, ficou ainda mais complicada quando Jardel saiu de maca, aparentemente lesionado com gravidade, e teve de ceder o lugar a Ferro numa já desfalcada linha defensiva.

Só à entrada para o quarto de hora final o Benfica voltou a pegar realmente nas rédeas do jogo. A sua primeira real situação de golo nos segundos 45 minutos surgiu à passagem do minuto 77, num remate cruzado de Pedrinho que Defendi travou com dificuldade. Um aviso para o que viria a acontecer dois minutos depois. Ferro lançou Grimaldo na esquerda, este cruzou na perfeição e outro homem vindo do banco, Seferovic, saltou mais alto para, com uma excelente cabeçada, fazer o 2-1.

Motivado, o suíço viria a bisar pouco depois. Recuperou a bola, combinou dom Darwin Nuñez e, na cara de Defendi, não perdoou. Já para lá dos 90 o Farense ainda viria a reduzir, com a aproveitar (mais uma) falha de Otamendi para fixar o resultado em 3-2. Já não havia tempo para mais.

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