O FC Porto até teve cinco minutos iniciais mais animados, mas a partir daí o esquema montado por Jorge Jesus passou a ganhar a luta a meio-campo e o Benfica pegou definitivamente no jogo, marcando o ritmo e sempre mais rápido que os campeões nacionais sobre a bola.

O primeiro lance de perigo encarnado chegou por Javier Saviola, com o argentino a deslumbrar-se e a hesitar no remate perante Helton. Mas o argentino viria mesmo a marcar.

Num lance em que Cardozo viu o golo ser-lhe negado em cima da linha de golo por um corte de Álvaro Pereira, David Luiz voltou a meter na área e apanhou Saviola sozinho na área dos dragões, que só com Helton pela frente não perdoou e fez o primeiro. Decorriam 21 minutos de jogo.

O ataque do Porto não existia e o Benfica impunha-se, com Carlos Martins e o jovem Urreta a darem dores de cabeça a Jesualdo Ferreira.

Por mais do que uma vez o Benfica podia ter conseguido aumentar a vantagem, com Urreta primeiro, e Carlos Martins depois a ganharem ressaltos à entrada da área e a rematarem por cima da baliza azul e branca.

Destaque ainda para a exibição desastrada de Hulk e para a pouca influência de Ramires na manobra da equipa de Jorge Jesus. Pela positiva, nota muito positiva para Carlos Martins, que no papel de Aimar pautou todo o jogo do Benfica.

Na segunda parte, Jesualdo estava decidido a mudar o rumo do encontro, fazendo sair Guarín e colocando Varela no ataque azul e branco. Mas foi um espelho da primeira parte: Ora o FC Porto não conseguia sair para jogar ora o Benfica anulava os lances de maior perigo. A grande dificuldade do FC Porto em construir um lance estava no meio-campo.

Ao minuto 61 Álvaro Pereira rematou com algum perigo mas Quim socou a bola para a fora.

O FC Porto começava a ameaçar com mais perigo perto da baliza do Benfica e ao minuto 63, Raul Meireles remata com força à baliza e a bola é desviada por um defesa do Benfica e quase traía o guardião encarnado, mas o lance acaba com a bola sair para fora.

O FC Porto continuava a pressionar mais, até porque o Benfica concentrou-se mais em reforçar a defesa mas a ineficácia e a falta de confiança não jogavam lado a lado com a formação de Jesualdo Ferreira. Destaque para os “duelos” travados entre David Luiz e Hulk,

Nos dez minutos finais, os últimos grandes lances de perigo estiveram do lado da equipa da casa.

O Benfica termina o ano com 33 pontos, os mesmos que o líder Braga, e o FC Porto com os mesmos 29 pontos que o deixa na mesma terceira posição.

A I Liga volta agora no fim de semana de 10 de Janeiro.

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