Os minhotos entraram com a garra de guerreiros que lhes é característica nesta época e sabiam da importância que tinha uma vitória a esta altura do campeonato, sobretudo sobre o Benfica, que havia roubado a liderança.

E essa garra de guerreiros teve efeito logo aos 7 minutos de jogo. Depois de uma falta de Fábio Coentrão sobre Alan, no flanco direito do ataque bracarense, Hugo Viana, de bola parada, rematou forte e bateu Quim, que não teve qualquer hipótese de defesa. Estava feito o primeiro e as bancadas do Estádio de Braga tremeram de euforia.

O segundo golo dos arsenalistas só apareceu na segunda parte, quando Matheus executou uma jogada individual soberba e atrasa, dentro da grande área do Benfica, para Paulo César que remata seguro e a bola só pára quando toca nas redes da baliza de Quim.

Durante toda a primeira parte o Braga punha a defesa do Benfica em sentido cada vez que subia no terreno em lances rápidos de contra-ataque. Os encarnados não conseguiram libertar-se da teia construída por Domingos Paciência e só em lances de bola parada criaram perigo.

À saída para o intervalo, os jogadores das duas equipas envolveram-se à entrada do túnel e foi necessária intervenção policial para acalmar os ânimos exaltados que encheram o acesso aos balneários. Cardozo e André Leone foram expulsos já no túnel e as equipas entraram na segunda parte a jogar com 10 jogadores.

Na segunda parte, apesar de estarem em vantagem no marcador, a equipa comanda por Domingos Paciência não abrandou o ritmo de jogo, até porque sabiam que estavam a ser disputados três pontos muito importantes dentro das quatro linhas e um empate poderia estar iminente. O Braga não deixou de exercer pressão sobre o Benfica com contra-ataques rápidos e cruzamentos bem executados.

As brilhantes jogadas que o Braga efectuava dentro de campo levaram ao delírio os adeptos arsenalistas que se encontravam nas bancadas do Estádio Axa.

Os lances de maior perigo do Benfica aconteceram aos 63 minutos de jogo, quando Maxi Pereira cruzou tenso na direita, a bola passou por toda gente, sem que ninguém do Benfica conseguisse fazer a emenda. E ainda, aos 72 minutos, quando Dí Maria cruzou na esquerda e Keirrison apareceu no coração da área a desviar. O remate passou junto ao poste quando Eduardo já estava batido.

Em suma, um bom espectáculo de futebol com muito ritmo e vontade de vencer por parte das duas equipas vermelhas. Mas o Braga leva a melhor ao conseguir os três pontos que os levam novamente à liderança do campeonato.

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