O presidente do Benfica revelou hoje que diminuiu o número de futebolistas com contrato de 65 para 37, uma redução de 28 jogadores, conseguindo em duas ‘janelas’ de mercado o que estava ponderado para três ou quatro.

“A ideia foi prosseguir o projeto que iniciámos este ano, que era reduzir o número de ativos, nomeadamente os jogadores emprestados a outros clubes. Começámos a época com 65 ativos, um numero totalmente exagerado, e hoje estamos com 37 ativos. Conseguimos uma redução de 28 jogadores, seguindo a linha do projeto que assenta em ter menos quantidade e mais qualidade”, afirmou Rui Costa, em entrevista ao canal de televisão do clube (BTV).

É neste contexto que se insere a redução do número de jogadores do atual plantel às ordens de Roger Schmidt: “Começámos com 30 jogadores, mas a ideia era ter um número entre 24 e 27. E foi esse o caminho que trilhámos desde julho do ano passado e que nos permitiu alcançar em duas ‘janelas’ de mercado o que tínhamos ponderado fazer em três ou quatro.

Para se atingir esse objetivo foi preciso dispensar vários jogadores com menos utilização, entre eles o central norte-americano John Brooks, que chegou no último dia de mercado de Verão, “depois de Morato se lesionar e numa altura em que o António [Silva] ainda não era o António”.

“O John Brooks teve poucos minutos, mas fomos buscá-lo porque não podíamos entrar na Liga dos Campeões com dois centrais, sendo um deles um miúdo. Não teve a utilização que gostaria, porque o António agarrou o lugar e não mais o largou. Com seis centrais, todos de elevada qualidade, não seria oportuno para qualquer treinador”, observou Rui Costa, que agradeceu a disponibilidade do norte-americano durante o tempo que esteve ao serviço do Benfica.

Já a saída de Helton Leite, explicou o presidente encarnado, deveu-se à grande vontade que este tinha de jogar e à confiança plena que deposita nos jovens guarda-redes Samuel Soares e André Gomes.

A linha estratégica para os plantéis do Benfica assenta na ideia de que nenhum jovem interrompa o seu processo evolutivo, razão pela qual foi decidido emprestar o ponta de lança Henrique Araújo ao Watford, da II Liga inglesa, e o médio Paulo Bernardo ao Paços de Ferreira.

“Estávamos à espera de maior utilização do Henrique, mas não a teve. Quanto ao Bernardo, a subida ao plantel sénior é muito oportuna, e se não jogar na equipa principal, joga na equipa B. Contudo, a utilização nesta torna-se, a determinada altura, numa fase de rodagem e não de crescimento. É positivo que tenham competição noutras realidades, que saiam da sua zona de conforto. Até um tal de Rui Costa teve de passar por isso”, disse o presidente do Benfica, que citou também o exemplo de Florentino, que foi emprestado e que hoje é titular da equipa principal.

Em relação aos casos do central brasileiro João Victor e do avançado Harris Seferovic, que foram emprestados aos franceses do Nantes e aos espanhóis do Celta, respetivamente, alegou que ambos iriam ter pouca utilização, face à concorrência.

Finalmente, Rui Costa abordou a rescisão de mútuo acordo com André Almeida, cujo contrato expirava no final da época em curso, destacando a importância do jogador no balneário do Benfica, ao ponto de o apelidar como “um dos nossos”.

“Foram muitos anos ao serviço do Benfica, esteve presente nos últimos 15 títulos do clube e merece enorme respeito de todos nós. Depois da lesão que sofreu, o André teve muito pouca utilização. A melhor solução foi acordarmos a rescisão no ultimo dia de mercado e assim dar-lhe oportunidade de seguir um novo rumo na carreira. Se não o fizéssemos, teria de ficar aqui sem jogar. É um dos nossos e sê-lo-á sempre. Foi daqueles jogadores nem sempre compreendido, mas foi muito importante para o balneário do Benfica”, salientou.

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