Sabe o que vale este Benfica, mas vai à Luz sem medos.
“É um jogo como todos os outros e começa 0-0. Ninguém começa um jogo a perder. Claro temos menos hipóteses, tendo em conta o momento que o Benfica atravessa. O que não quer dizer que a Naval vai entrar em campo derrotada”, frisou o técnico.

A equipa é “modesta, Augusto Inácio sabe disso, e sublinha que tem “consciência que a equipa tem jogadores que, nas situações menos boas, se desequilibram emocionalmente”, mas está “curioso pela resposta que vão dar”, esperando que no inferno da Luz, “não se queimem”.

Apesar de ser vista, actualmente na Europa, como a equipa sensação, o técnico português sabe quais são os pontos fracos do Benfica.
“Tem algumas dificuldades quando defronta equipas que sabem pressionar [dá exemplos de Sporting de Braga e Vitória de Guimarães], e que, acima de tudo, sabem guardar a bola. Quando o Benfica defronta equipas que não controlam bem a bola, ai é muito forte, pior que uma roleta russa. Quando estas condições se reúnem são seis balas na câmara e seis tiros – e é a morte do artista”, referiu.

Uma coisa é certa, Augusto Inácio não vai à Luz só para defender. “Se formos só defender, não somaremos qualquer ponto e seremos goleados. Vai ser a luta entre um gigante e uma equipa com menos possibilidades, que, independentemente do resultado, vai tentar dignificar o jogo”.

Como não podia deixar de ser, o técnico figueirense destaca o quarteto da frente como a jóia da coroa benfiquista.
“O Aimar nunca jogou tanto como agora. O Saviola parece estar sempre no sítio certo ou que a bola vai ter com ele. O Cardozo, que esta a marcar muitos golos. Até podia dizer que é uma mais valia não jogar contra nós, mas com ele ou sem ele a dinâmica do Benfica vai manter-se. E depois o Di Maria: aquele que rompe, que provoca penaltis, que vai sempre com a bola para a frente em velocidade”, analisa.

Do outro lado, Augusto Inácio vai reencontrar Jorge Jesus, e Inácio é apenas mais um treinador de costas voltadas para o técnico do Benfica.
“Se me vissem a cumprimentar o treinador do Benfica ou o treinador do Benfica a cumprimentar-me a mim, isso seria hipocrisia. Somos pessoas que temos as nossas divergências há alguns anos e não tem sentido mudar o que quer que seja porque a Naval vai jogar com o Benfica”, explica.

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