O Benfica ostenta ‘míseras’ quatro vitórias nas últimas 19 receções ao FC Porto para a I Liga portuguesa de futebol, registo que já baixou para os 50% a percentagem de vitórias dos ‘encarnados’.

No total dos 86 jogos, a formação da casa totaliza 43 vitórias, contra 17 dos ‘dragões’, que, desde 2001/02, mandam de forma autoritária na Luz, onde ostentam, de forma ‘escandalosa’, o dobro dos triunfos (oito).

A formação ‘azul e branca’ conseguiu mesmo várias vitórias para a ‘lenda’, nomeadamente o 2-1 de 2010/11, que valeu o festejo do título aos então comandados de André Villas-Boas, campeões invictos, com 27 triunfos e três empates.

Em 03 de abril de 2011, um autogolo de Roberto e um penálti de Hulk, depois de outro de Saviola, selaram o cetro do FC Porto a cinco rondas do fim, com o Benfica, numa demonstração de muito mau perder, a tornar a comemoração ainda mais épica, ao apagar as luzes e ligar os aspersores.

Seis anos depois, em 15 de abril de 2018, foi um golo do mexicano Herrera, aos 90 minutos, a valer um triunfo decisivo para o campeonato de 2017/18, com o FC Porto, no primeiro ano de Sérgio Conceição, e evitar o ‘penta’ do Benfica.

Os ‘dragões’ somaram mais três vitórias por 1-0, em 2003/04 (golo de Deco), 2004/05 (McCarthy) e 2007/08 (Ricardo Quaresma), venceram por 3-2 em 2011/12, com Maicon a marcar em fora de jogo – visível sem as linhas do VAR - o golo que virou o campeonato, e por 2-1 em 2015/16.

Na época passada, com tentos de Zé Luís e Marega, o FC Porto conseguiu mesmo ganhar por 2-0, igualando a sua maior vitória de sempre na Luz para o campeonato, ao repetir o resultado de 1950/51, então com ‘bis’ de Monteiro da Costa.

Com este triunfo, os ‘dragões passaram a somar oito em 19 anos, quase tantos com os nove arrebatados nos 67 anos anteriores, de 1934/35 a 2000/01.

Quanto ao Benfica, está há mais de duas décadas sem conseguir dois triunfos consecutivos, o que logrou pela última vez entre 1999/2000, com um 1-0 selado por Sabry, e 2000/01, graças a um ‘bis’ do holandês Pierre van Hooijdonk.

Depois disso, e em 19 anos, só ganhou quatro vezes, as duas primeiras por 1-0, em 2005/06 com um livre direto de muito longe do francês Laurent Robert, com culpas de Vítor Baía, e em 2009/10, na primeira época de Jorge Jesus, com um tento do argentino Javier Saviola, e Maxi Pereira sentado na linha.

Em 2013/14, os ‘encarnados’ conseguiram a única exibição de ‘gala’ na receção ao FC Porto para o campeonato em muitos anos, ao vencerem por 2-0, com golos de Rodrigo e Garay e a suprema inspiração de Eusébio, cujo nome todos usaram nas camisolas, no primeiro jogo após a morte do ‘rei’.

A última vitória, e única nos derradeiros seis jogos, data de 2018/19 e foi conseguida com um tento solitário do suíço Haris Seferovic, que se deverá apresentar na quinta-feira na Luz como o líder dos marcadores da edição 2020/21 da I Liga.

A história dos encontros para o campeonato na casa do Benfica começou a escrever-se em 24 de março de 1935, dia em que, no Campo das Amoreiras, em Lisboa, os anfitriões venceram por 3-0, com tentos de Gaspar, Rogério e Vítor Silva.

Os ‘encarnados’ viriam a triunfar em 13 dos primeiros 14 jogos – a exceção é o 2-3 de 1939/40 - e não mais largaram a liderança no histórico, sendo que o FC Porto só por duas vezes conseguiu vitórias consecutivos, primeiro em 1974/75 (1-0) e 75/76 (3-2) e, depois, em 2010/2011 (2-1) e 2011/2012 (3-2).

Em matéria de goleadas, e em contraponto com os dois triunfos portistas por 2-0, o Benfica apresenta uma série de goleadas, a maior das quais nos primórdios, em 1942/43: 10 tentos separaram as duas equipas (12-2), com o ‘póquer’ (quatro golos) de Julinho em destaque.

A formação lisboeta conseguiu outros resultados expressivos, destacando-se o 7-2 de 1944/45, o 6-0 de 36/37, os 5-1 de 35/36 e 41/42 e ainda os 4-0 de 45/46, 46/47 e 64/65.

Individualmente, o melhor marcador é José Águas, que ‘bisou’ em cinco ocasiões e totalizou 14 golos, contra 10 do ‘rei’ Eusébio da Silva Ferreira.

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