O Benfica chega ao dérbi deste sábado com o Sporting, para a terceira jornada da I Liga de futebol, com um estatuto de invencibilidade demonstrado no campeonato e nas eliminatórias de apuramento para a Liga dos Campeões.

Cinco jogos disputados, com um saldo de três triunfos e dois empates (oito golos marcados e quatro sofridos), conferem otimismo, confiança e, sobretudo, ritmo competitivo à equipa orientada pelo técnico Rui Vitória, na qual tem brilhado o médio Pizzi, esta temporada elevado à condição de goleador, com cinco golos já apontados.

Embora partam em igualdade com os 'leões' na classificação -- ambos com seis pontos em duas jornadas -, os 'encarnados' ostentam nesta fase uma maior experiência e outra 'rodagem' por força da caminhada rumo à 'Champions'. Nesse trajeto, o clube da Luz deixou já o Fenerbahçe para trás e precisa agora de vencer ou empatar com golos na Grécia para superar o PAOK.

Este arranque de sucesso do Benfica começou a desenhar-se em 07 de agosto, com a primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, na qual somou uma vitória por 1-0 diante da equipa turca, graças ao golo solitário de Cervi no Estádio da Luz.

Da estreia oficial na época à estreia nesta edição da I Liga passaram três dias. Em 10 de agosto, o vice-campeão voltou a casa para bater o Vitória de Guimarães, por 3-2, num jogo em que exibiu 'duas caras': dominador, quando vencia por 3-0 ('hat-trick' de Pizzi) aos 70 minutos, e desconcentrado, ao quase permitir a recuperação 'vimaranense' nos últimos 20 minutos.

O intenso ciclo do Benfica neste mês cruzou-se então com a segunda mão frente ao Fenerbahçe, na sempre difícil deslocação à Turquia. Perante o ambiente 'infernal' no Estádio Sukru Saracoglu, a equipa de Rui Vitória deu nova resposta positiva, esteve a ganhar com um golo de Gedson Fernandes, mas acabou por consentir o primeiro empate (1-1) em 2018/19.

Quatro dias volvidos, nova deslocação complicada e com o Estádio do Bessa como destino. O Boavista, de Jorge Simão, já causara dissabores aos 'encarnados' na época transata, mas, desta feita, o jogo com os 'axadrezados' teve um final feliz para o clube da Luz, com a vitória, por 2-0, a construir-se de forma sólida e indiscutível, com golos de Facundo Ferreyra e Pizzi.

Por fim, a derradeira etapa do Benfica neste arranque invicto passou pelo empate com o PAOK, na Luz, por 1-1, na primeira mão do 'play-off' da liga 'milionária'. A grande penalidade convertida por Pizzi disfarçou uma noite de falta de pontaria da equipa, que acabou castigada com a igualdade, por Warda, já no segundo tempo, complicando as contas da qualificação.

A invencibilidade 'encarnada' enfrenta agora o seu teste mais complicado perante o eterno rival de Lisboa. Apesar da história sempre sinuosa de um dérbi, a última década na Luz tem sido pautada por um domínio claro do anfitrião -- desde 2008/09 consentiu apenas uma derrota (0-3, em 2015/16) e dois empates (ambos por 1-1, em 2014/15 e 2017/18).

O percurso do Benfica nesta época sobressai ainda pela regularidade nas escolhas de Rui Vitória, com escassas alterações a um 'onze' em que se afirmaram Odisseas, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Pizzi, Gedson Fernandes, Salvio, Cervi e Ferreyra. De fora deste duelo ficam os lesionados Krovinovic, Ebuehi e Castillo, pairando ainda a dúvida sobre a eventual recuperação do brasileiro Jonas, goleador da equipa nos últimos quatro anos.

O encontro entre os dois rivais de Lisboa, que estão totalmente igualados no campeonato - seis pontos, cinco golos marcados e dois golos sofridos - está agendado para as 19:00 de sábado.

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