Daniel Ramos antevê "um bom jogo" e sublinhou que "quer o Rio Ave (6.º classificado, com 52 pontos) quer o Famalicão (5.º, com 53) merecem estar na disputa pela Liga Europa, pelo campeonato que fizeram", visto que, opinou, "são duas boas equipas e proporcionaram uma competitividade alta na luta por esse lugar" europeu.

O treinador ‘axadrezado’ falava na conferência de imprensa em que perspetivou a receção ao Rio Ave e as suas primeiras palavras foram para o comportamento desigual do Boavista nos jogos, como se a equipa tivesse duas áreas competitivas.

"Concordo, em parte, que temos sido uma equipa que não tem mantido a consistência que queríamos, mas não é exagero dizer que o Boavista foi a melhor equipa desde a retoma [pós-confinamento imposto pela pandemia da Covid-19] do ponto de vista do crescimento coletivo", avaliou.

Daniel Ramos é de opinião que o Boavista atual é "completamente diferente para melhor" do que aquele que se tinha visto antes da paragem do campeonato durante perto de três meses.

"O que [a equipa] não tem ainda é consistência nos processos que a sustente mais tempo para ser um grande Boavista, um Boavistão, que em muitos momentos somos, mas não no tempo todo. Falta-nos mais maturidade", reforçou.

Questionado sobre o que espera diante de um adversário que ainda corre atrás da Europa, o treinador ‘axadrezado’ respondeu que "o Boavista que vai respeitar a competição e levar a sua melhor equipa", o que para Daniel Ramos significa um onze com "jogadores que deram respostas boas nos últimos tempos".

O objetivo, prosseguiu, "é lutar pelo melhor resultado e procurar vencer o jogo, sabendo também que pode ter influência no desfecho da competição".

Daniel Ramos aceitou fazer desde já um balanço da sua passagem pelo Boavista, que começou na 15.ª jornada, em substituição de Lito Vidigal, e referiu que, à partida, quis combinar resultados com "um jogo mais atrativo", mas os primeiros resultados, um empate e duas derrotas, levaram-no a uma abordagem mais pragmática.

"A minha decisão foi dar prioridade aos resultados e procurar à frente melhorar a parte exibicional. Conseguimos então três vitórias consecutivas e saímos da zona de desconforto e fomos fazendo os nossos pontos com o intuito de não passar por aflições", analisou, frisando que, "em momento algum, o Boavista esteve em situação de descida”.

Daniel Ramos recordou que o Boavista alcançou 32 pontos a oito jornadas do fim, "que se calhar podem ser suficientes para evitar a descida de divisão", e conseguiu mais três pontos na ronda seguinte.

"Aproveitamos a paragem forçada pela pandemia de covid-19 e fizemos um bom trabalho de casa, o que fez com que a equipa regressasse muito bem", considerou também, já depois de ter dito que acha "difícil" manter-se como técnico do Boavista na próxima temporada.

Daniel Ramos inclui ainda no seu balanço a valorização ativos. "Com orgulho representei este clube. O Boavista cresceu e tem muito para crescer", finalizou.

Para este jogo com o Rio Ave, Heriberto e Dulanto estão em dúvida devido a problemas físicos.

O Boavista, 11.º classificado, com 39 pontos, recebe no sábado o Rio Ave, 6.º, com 52, num jogo da 34.ª e última jornada da I Liga portuguesa de futebol, marcado para as 19:00, no Estádio do Bessa, no Porto.

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