Carlos Pereira, atual presidente do Marítimo, anunciou esta segunda-feira que vai voltar a concorrer às eleições do clube madeirense, ressalvando que deverá ser, contudo, o seu último mandato.

"Depois de uma reunião dos órgãos sociais, decidimos manifestar a vontade de continuar. É também essa a minha vontade, para provavelmente fazer um último mandato e tentar resolver todos os problemas que o Marítimo ainda tem", revelou o dirigente durante as comemorações dos 111 anos do clube do Funchal.

Carlos Pereira, que assumiu a presidência do Marítimo em 1997, garante que este último mandato servirá para “preparar uma sucessão”, que poderá ser “de dentro ou de fora”.

“Assumi um compromisso de fazer mais um mandato e, também, de começar a preparar uma sucessão, algo que já estamos a preparar há algum tempo. O que implica dizer que todos os sócios do Marítimo têm também de contribuir para essa sucessão que será de dentro ou será de fora, uma situação que pode perfeitamente acontecer”, frisou o líder dos ‘leões do Almirante Reis’.

Se for eleito, o presidente que se encontre há 24 anos à frente da coletividade maritimista garante que a “academia será uma realidade”, de forma que o clube insular se possa “equiparar aos grandes a nível nacional”.

O líder do clube insular reagiu ainda à possível candidatura do antigo presidente da instituição maritimista, Rui Fonte, que ainda não foi formalizada, mas que caso se confirme será a primeira vez que Carlos Pereira terá oposição.

“Cada um dos sócios tem o direito de o fazer e, os sócios têm o direito de escolher aquilo que é o crescimento e aquilo que é o não crescimento, analisando e vendo aquilo que será melhor para a instituição”, destacou.

Rui Fontes comandou o Marítimo entre 1988 e 1997, substituído por Carlos Pereira que exerce o cargo desde então.

Sob a alçada do antigo presidente o clube atingiu pela primeira vez na sua história as competições europeias, na época 1993/94, tendo sido na altura eliminado pela Antuérpia.

As eleições ainda não têm data definida, mas segundo os estatutos do Club Sport Marítimo deverão acontecer em outubro.

Carlos Pereira é um dos acusados dos crimes de fraude fiscal qualificada e fraude fiscal contra a Segurança Social e abordou o tema na festa organizada em honra do aniversário do clube.

“Carlos Pereira é um candidato ao novo mandato, para também não deixar quase nenhum prejuízo aos processos que ainda tem por resolver e que são muitos, dos quais não criei, mas foram criados pela administração tributária e nós temos que os resolver”, explicou.

Neste processo é ainda arguida a SAD do clube 'verde-rubro' madeirense e mais quatro dirigentes, num caso em que Instituto da Segurança Social é demandante neste processo.

O presidente ‘verde-rubro’ garantiu ser um “arguido feliz”, porque não teme “aquilo que querem fazer”, enfatizando que não irá deixar o Marítimo sofrer alguma penalização pelos “casos que a administração tributária criou”.

A decisão do julgamento está agendada para dia 07 de outubro, pelas 14:00, no Juízo Central Criminal do Funchal (Edifício 2000).

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