O português Carlos Queiroz, atual selecionador do Irão, deixou uma mensagem na sua página de Facebook a homenagear todos aqueles que combatem os incêncios, "tentando salvar-se a si e a uma vida de trabalho".

Queiroz esteve no domingo em Paião (Figueira da Foz, Coimbra) e acabou por assistir de perto à luta contra o incêndio por parte da população daquela aldeia, o que o levou a escrever, já regressado a Lisboa, sobre a infeliz experiência de testemunhar a agonia e desespero daqueles que tentam salvar-se a si e a uma vida de trabalho.

"Fica-me a honra de testemunhar a coragem de gente que nunca vacila, nem perante o horror dantesco das chamas que enfrenta. Este breve testemunho é acima de tudo uma palavra de homenagem para essa gente e para todos aqueles que, com meios limitados, em missão comunitária, combatem os incêndios", escreveu o antigo selecionador nacional de Portugal e treinador de vários clubes de elite.

"Defendem o que é seu e defendem os outros. São heróis, aparentemente abandonados numa guerra que não deveria ser só deles. Que lhes chegue finalmente o apoio devido. Aos que não conseguiram resistir, um pedido de desculpas, que creio deve ser de cada um de nós (...). Que as vítimas descansem em paz e que as suas famílias encontrem o conforto urgente e necessário", escreveu ainda.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 32 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

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