O relatório e contas de 2016/17 da SAD do Sporting de Braga, com um resultado líquido positivo de 2,7 milhões de euros (ME) e um passivo, que duplicou, de 33,5 ME, foi hoje aprovado por larga maioria.

Com 61,17% da estrutura acionista presente, a assembleia-geral (AG) debateu ainda outros pontos da ordem de trabalhos que, tal como as contas da época passada, foram aprovados por 99,99% dos votos, informou o sítio oficial do Sporting de Braga.

Já a proposta de orçamento para a presente época, aprovada por unanimidade, prevê um resultado líquido positivo de 7,1 milhões de euros, "que a verificar-se constituirá um recorde histórico para a sociedade", pode ler-se.

A 30 de junho de 2017, o ativo da SAD liderada por António Salvador chegava aos 48,3 ME, mais 72 por cento do que na época passada (28 ME), e o passivo aos 33,5 ME, mais do dobro (108%) do que em 2015/16 (16,1 ME).

A SAD ‘arsenalista' atinge lucro pelo segundo ano consecutivo depois de, em 2015/16, ter registado um resultado de 2,1 ME, sendo de realçar também o crescimento do EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 7,1 milhões de euros.

A venda de Rafa ao Benfica (em agosto de 2016) fez com que entrassem nos cofres da SAD 2,7 ME em 2016/17, que acrescem aos 7,1 ME que já tinha arrecadado em 2013/14 com a venda de 40 por cento dos direitos económicos do jogador a um fundo de investimento, num lucro total de 9,3 ME.

Entre outros, destaque para as receitas pelas vendas de Boly ao FC Porto (5 ME) e Battalgia ao Sporting (3,5 ME), num total líquido com transações de passes de cerca de 15,5 ME, mais 30 por cento face ao período homólogo.

Neste período, não estão refletidas nas contas as transferências de João Queirós, Pedro Santos e Rui Fonte e os empréstimos de Pedro Neto, Bruno Jordão e Stojiljkovic, os dois primeiros com obrigatoriedade de compra da Lazio se a equipa se mantiver na seria A italiana.

Os capitais próprios subiram 23 por cento em relação à época anterior, atingindo o montante de 14,7 ME, representando mais do dobro do capital social, e a autonomia financeira da SAD situa-se nos 31 por cento.

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