Futebolista, treinador, administrador, seleccionador nacional sub-20/21 e seleccionador A da Lituânia, fazem de José Couceiro um ‘homem de sete ofícios’, que 13 anos depois regressa ao Sporting, para assumir, pela segunda vez, o cargo de director-geral.

Sobrinho-neto de Fernando Peyroteo, um dos ‘cinco violinos’ que o Sporting consagrou na década de 1950, José Peyroteo Couceiro não descansou à sombra do apelido de família para singrar no meio desportivo.

Depois de uma carreira discreta como jogador - foi defesa central de clubes como Montijo, Barreirense, Atlético e Estrela da Amadora, após a formação recebida no Belenenses e Sporting – Couceiro pendurou as chuteiras aos 29 anos e abraçou a carreira de dirigente.

Em 1993, foi eleito presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, assumindo o cargo por quatro anos, isto depois de uma primeira incursão na comissão administrativa do organismo, no final dos anos 80.

Foi em 1997 que rumou a Alvalade para assumir, pela primeira vez, o cargo de director-geral do clube ‘leonino’, então presidido por José Roquette, e lá se manteve por dois anos, sendo da sua responsabilidade a contratação de Carlos Manuel, a quem deu a única oportunidade de treinar a equipa de um ‘grande’.

Apesar da experiência em Alvalade não ter sido das melhores, Couceiro manteve a sua via de dirigente e seguiu para o Alverca, no qual assumiu o cargo de administrador da SAD, a convite de Luís Filipe Vieira, actual presidente do Benfica, que conduzia então os destinos do clube ribatejano.

Em 2002, trocou o fato e a gravata pelo equipamento e tornou-se treinador do Alverca, mantendo-se em funções até 2004. Nesse mesmo ano, foi para o Vitória de Setúbal, mas o ponto alto da sua carreira como treinador chegou quando assumiu o então campeão FC Porto.

Numa época de convulsões no Dragão, José Couceiro substituiu, em 2005, o espanhol Victor Fernandez, que já tinha tomado do lugar do italiano Luigi Del Neri, num ano em que o Benfica se sagraria campeão nacional depois de 11 anos de jejum.

No final da época, Couceiro rumou ao Belenenses (2005), naquela que seria a sua última experiência como técnico em clubes portugueses, já que em 2006 foi convidado para assumir a selecção nacional de ‘esperanças’.

No estrangeiro, José Couceiro acumulou, em 2008, os cargos de treinador do Kaunas, da primeira divisão de futebol da Lituânia, assim como da selecção do país do Báltico. Depois da experiência, seguiu para a Turquia, onde orientou o Gaziantepspor, até final da época 2008/2009.

Agora, José Couceiro ruma pela segunda vez a Alvalade, clube em que vai reencontrar Costinha, director para o futebol profissional, e os jogadores Maniche e Hélder Postiga, depois de os ter treinado no FC Porto.

Couceiro levará para o clube ‘leonino’ a experiência acumulada ao longo dos anos, numa altura em que o futebol do Sporting atravessa um mau momento: eliminado da Taça de Portugal e a 13 pontos da liderança da Liga.

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