O árbitro Duarte Gomes anunciou hoje, na sede da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a retirada da arbitragem por razões de ordem física, mas fez saber que planeia exercer funções no setor futuramente.

“Esta é uma opção lógica, ponderada e tranquila, após 25 anos de carreira com mais sucessos do que poderia alguma vez imaginar. Comecei muito novo na modalidade e soube agora ouvir a voz do meu corpo. Penso que é a altura certa para me afastar, tendo em conta que as minhas limitações físicas não são compatíveis com as exigência do futebol profissional”, explicou Duarte Gomes, assumindo que abdica depois de “ter esgotado todas as tentativas para estar ao mais alto nível”.

Solicitado a especificar as suas limitações físicas, o ex-árbitro internacional alegou uma tendinite no tendão de Aquiles e comparou a atividade dos juízes à dos futebolistas, os quais, tal como aqueles, também sofrem lesões e, muitas vezes, na ânsia de regressar o mais depressa possível, acabam por acelerar esse regresso e agravar os problemas físicos.

Confrontado com uma afirmação do presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, segundo o qual a sua decisão de se retirar da arbitragem visou evitar que lhe sucedesse o mesmo que ao seu colega Marco Ferreira, que foi despromovido e abandonou a atividade, Duarte Gomes furtou-se a responder.

“Não vou comentar essas declarações. Apenas digo que os motivos da minha saída são os que acabei de invocar”, disse Duarte Gomes, invocando a sua personalidade conciliadora e o bom relacionamento que manteve sempre com colegas e dirigentes da arbitragem.

À questão sobre se vai continuar ligado à arbitragem, Duarte Gomes mostrou-se disponível, mas não para já: “Agora quero observar um período de recolhimento, estar com a minha família, reencontrar a minha vida profissional. Mas, passado este período, estarei disponível para ser útil à arbitragem e terei todo o gosto em ajudar no que for necessário.”

Duarte Gomes iniciou a carreira na arbitragem aos 18 anos, subiu à primeira categoria em 1997, com 24 anos, tendo sido um dos árbitros mais jovens a alcançar o escalão máximo, foi melhor do ano em 2006 e obteve as insígnias da FIFA em 2002.

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