Já com o título conquistado, a festa estava preparada no Estádio da Luz e 60532 compareceram ao evento, sendo o Marítimo o convidado de ocasião por capricho do calendário.

Apesar deste jogo nada contribuir para a classificação, Benfica e Marítimo apresentaram em campo os habituais titulares, mais que não seja porque este era um ensaio daquilo que poderá ser a final da Taça da Liga marcada para a próxima sexta-feira.

Antes do apito inicial, Jonas recebeu o prémio de melhor jogador do mês de abril, os adeptos gritaram o seu nome, o jogador agradeceu mas a sua cabeça já estava noutro prémio: o de melhor marcador. E para isso precisava de três golos e da ajuda dos seus colegas.

Vontade não faltava ao avançado brasileiro e isso ficou patente nos oito remates que fez ao longo de todo o jogo. Demorou a aquecer, mas aos 42 minutos, já dava o melhor seguimento a uma grande jogada de Lima e fazia o 2-1 para o Benfica, depois de Lima (6') e Marega (31') terem marcado.

Era o ínicio do show do goleador que teve muitos mais atos.

Aos 48 minutos cabeceou com intenção mas Wellington segurou, pouco depois numa correria louca fazia um chapéu a Bauer, ia buscar a bola mais à frente e, perante Wellington atirou ao lado. O tempo ia correndo, e Jonas corria atrás dele, queria muito marcar mais golos, precisava disso, e os colegas bem que lhe passavam a bola.

Aos 66' falha um remate, aos 67' marca mesmo a passe de Lima, corre para a baliza apanha a bola, sorri, festeja e vem com ela debaixo do braço, só não viu o fiscal de linha de bandeira levantada a pôr fim aos festejos. Golo mal anulado, protestos de todo o banco do Benfica e teve ser o árbitro a acalmar os ânimos.

Jonas estava incoformado, esbracejava, protestava, mas não podia fazer nada a não ser procurar o golo e este chegou aos 83 minutos a passe de Sílvio, colocando o resultado em 4-1. Antes já Lima tinha bisado. O brasileiro correu para a baliza, voltou a pegar na bola para depressa a levar ao centro do relvado, e pedia a todos que fossem com ele.

O Estádio empolgou-se, deixou de se gritar Benfica para gritar Jonas. Eram um canto em uníssono em busca de um objetivo comum o 21.º golo do avançado no campeonato.

Aos 95 minutos deu-se o canto do cisne. Livre para o Benfica à entrada da área, o brasileiro quis marcar, era a sua última oportunidade. Ao ritmo dos cânticos por si, correu para a bola, rematou, fez-se silencio e todos os olhos estavam postos na bola que cortava o ar, sobrevoava a barreira, e começou a descer, só que fugiu demasiado para a esquerda e acabou estrondosamente por embater nos paineis publicitários.

Jonas levou as mãos à cabeça, sabia que não havia tempo para mais, resignou-se, o árbitro assinalou o fim do jogo. O Benfica era campeão, tinha goleado o Marítimo por 4-1, mas faltou a tal cereja, aquele pormenor no bolo da festa que podia fazer toda a diferença.

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