O Gil Vicente garantiu esta quinta-feira, em comunicado, que cumpriu todos os regulamentos no recurso que interpôs para o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra a aceitação de inscrições na I Liga.

O clube de Barcelos mostra, por isso, “espanto” por o CJ ter negado aceitar julgar o recurso por os gilistas não terem feito o pagamento necessário num processo como este, que tem de ser feito no mesmo momento em que é apresentado.

O Gil Vicente, que pretendia que as inscrições de Boavista e Vitória de Setúbal não fossem aceites, referiu no comunicado que “interpôs o recurso para o CJ respeitando todos os regulamentos aplicáveis, sendo o recurso tempestivo e legítimo, nada obstando ao seu recebimento”.

“A Gil Vicente Futebol Clube – Futebol SDUQ, Lda. informa, desde já, que não vai impugnar contenciosamente a decisão do CJ ora proferida, mas deixa bem claro que não vai abandonar as suas convicções, nem a luta que, embora de forma isolada, iniciou em busca da transparência, do rigor, da concorrência leal e da viabilidade financeira das competições profissionais de futebol”, lê-se no comunicado.

Embora não vá recorrer desta decisão, o Gil Vicente refere que “irá dar conhecimento às autoridades policiais e judiciais de toda a factualidade que apurou no decurso de todo este processo de candidaturas à época desportiva 2015/2016”.

O Gil Vicente considera ainda que “de acordo com jurisprudência do CJ, todos os recursos que esta sociedade desportiva já intentou naquele órgão da FPF e noutros em que assumiu a posição de recorrida, sempre fez o pagamento do preparo por cheque, e tal sempre foi aceite pela LPFP [Liga Portuguesa de Futebol Profissional], pelo Conselho de Justiça da FPF e demais recorridos e contrainteressados”.

O clube que desceu à II Liga disse que “causa espanto que o não recebimento do recurso tenha sido decretado só em sede de acórdão final do CJ”, depois de ter sido aceite pela Liga de clubes, afirmando que “ao longo do processo foram proferidos diversos despachos interlocutórios” pelo relator.

O Gil Vicente lamenta ainda que o CJ tenha decidido “a questão em causa em termos meramente formais, sem se debruçar sobre o conhecimento, discussão e decisão das questões substanciais suscitadas” pelo Gil Vicente, “parecendo não estar interessado em ir ao cerne da questão, continuando a proteger os incumpridores”.

“Esta decisão do CJ revela de forma flagrante que houve a preocupação de não afrontar os interesses económicos e os poderes instalados no sistema do futebol profissional português”, lê-se.

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