Rui Gomes da Silva falou na crónica que assina no blogue 'Novo Geração Benfica' sobre o jogo da Liga dos Campeões do Benfica frente ao Bayern Munique e confessou que não bateu palmas quando Renato Sanches marcou o segundo golo dos 'bávaros'.

"Como se não bastassem questões polémicas para nos dividir, eis que Renato Sanches jogou contra nós no Estádio da Luz! E não se contentou em jogar marcou um golo! E - como seria expectável - pediu desculpa! E com esses dois gestos - o de futebolista profissional ao fazer o que um jogador deveria fazer naquela altura, marcar, e o de homem, que reconhecendo quem o ajudou tanto a subir e a ser o que é, não comemorando o golo - recebeu uma salva de palmas de meio estádio e pôs a comunidade benfiquista a discutir a razão de ser dessa ovação e se ela deveria ter acontecido!", escreveu o antigo vice-presidente do clube da Luz.

"Não querendo entrar pela provocação - também lida - de que ... 'já temos Presidente do Benfica para daqui a 30 anos', quem esteve bem?", acrescentou. "Os que aplaudiram e, dessa forma, expressaram o seu agradecimento a alguém formado no Benfica e fundamental no 35.º campeonato dos 36 que temos. Ou os que - também agradecidos por esses factos - gostam demais do Benfica para poderem bater palmas a quem nos marca um golo?"

Rui Gomes da Silva esclareceu ainda: "Confesso: eu nunca bati palmas a alguém que jogue contra o Benfica! Mas eu sou eu!!!".

Preocupação com os processos judiciais no Benfica

O antigo dirigente do clube da Luz mostrou-se ainda preocupado com os imbróglios judiciais em que o Benfica se encontra envolvido, sublinhando que teme "o que possa vir".

"Vai por aí uma excitação enorme com a Assembleia Geral do Benfica. Uma reunião para discutir outras coisas que não processos que vão caindo em cima de nós às catadupas! Temo tanto por aquilo que já veio a público como por aquilo tudo o que ainda possa vir a cair sobre nós! Talvez - para ser franco - mais sobre o que possa vir do que sobre o que já veio!", começa por escrever.

"Mas isso não me tira a lucidez sobre a necessidade imperiosa de não fragilização da nossa posição com quaisquer discussões públicas, legitimadas pelo 'chapéu institucional' de uma Assembleia Geral para que se pede uma participação massiva, sem curar dos riscos que se poderão correr! Discutir o que está a acontecer, com tantos processos em curso - em que tudo o que sabemos é muito pouco - é dar azo a um debate sobre pessoas sem saber o que fizeram, com a presunção, aliás, de nada de ilegal terem feito. Se o tiverem feito - estou certo - serão eles os primeiros a apresentar a sua demissão! Porque não quererão - tenho a certeza - prejudicar o Benfica!", prossegue.

"Discutir, em público, culpas é o pior que podemos fazer! Porque só fragilizaremos mais o Benfica sem salvar quem - se fosse esse o caso - não teria salvação possível! Desde que não confundamos quem lá está com o Benfica e não condenemos ninguém que ainda seja inocente isso é o melhor que pudemos fazer pelo futuro do Benfica! Tirando - tanto quanto pudermos - o Benfica do centro dessas discussões o que é bem diferente de podermos discutir os assuntos sempre que eles surjam na comunicação", acrescenta o antigo dirigente.

"Então se não cairmos na tentação de combinarmos almoços depois de encontros fortuitos ainda com as mãos molhadas ao sair da casa de banho, num restaurante habitual tanto melhor! E como para bom entendedor meia palavra basta, tantas meias palavras deverão chegar!!", termina.

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