O secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, afirmou hoje não se rever na «situação de constantes dívidas» das equipas profissionais de futebol, mas defendeu a autonomia do movimento associativo.

«Sempre fui um claro defensor da autonomia do movimento associativo, que deve encontrar formas de fiscalização e regulação. O Governo não se revê nesta situação de constantes dívidas. Há jogadores com fome e trata-se de uma questão de dimensão humana», disse, sobre a iminente desistência da União de Leiria do principal campeonato nacional, após 13 jogadores terem rescindido os seus contratos devido a incumprimentos.

O responsável governamental falava à margem da discussão na Assembleia da República da proposta de Lei sobre o combate à dopagem - destacando estar em causa a realização de provas internacionais como a final da "Champions" no Estádio da Luz em 2014, devido à não conformidade da legislação atual com o Código Mundial Antidopagem.

«O Governo só intervirá se for estritamente necessário. Não se deve esperar tudo do Estado de forma sebastiânica. Não vai ser o Governo a dizer o que está bem e o que está mal porque tem uma função de regulador», afirmou Mestre, sobre o recém-aprovado alargamento da Liga principal de 16 para 18 clubes num cenário generalizado de salários em atraso.

Na quinta-feira, os clubes profissionais aprovaram o alargamento do principal campeonato, que prevê um regime transitório de descidas no fim da presente temporada, na Assembleia-Geral Extraordinária da Liga de Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), mas a decisão carece de ratificação por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

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