Helton, relegado para o banco de suplentes no FC Porto após a chegada de Iker Casillas, fez um balanço da sua temporada no Dragão.

“Eu passei algum tempo em baixo devido a uma lesão que me obrigou a superar-me e a procurar verdadeiros amigos que estivessem ao meu lado e que me incentivassem e me ajudassem. Tive pessoas que me ligavam a todo o momento, que se disponibilizavam para me aplicarem uma injeção quando necessário, que me levavam algumas informações necessárias, uma vez que eu fazia parte do plantel… pessoas essas que foram, acima de tudo, seres humanos. Pessoas que perceberam que por detrás do guarda-redes havia um ser humano. Mas que infelizmente foram poucas”, começou por dizer Helton, no âmbito da iniciativa ‘A baliza é tua’, para jovens aprendizes de guarda-redes, no Parque da Lavandeira, em Vila Nova de Gaia.

O jogador brasileiro lamentou ainda o facto de não ter tido o apoio suficiente por parte da direção.

“Passado esse tempo fui para uma outra etapa, a de conquistar a confiança de todos. E será que consegui? Não sei, como vou saber? Neste momento a única informação que eu tenho é ‘você tem contrato’. Está marcada para dia 28 a apresentação e eu vou-me apresentar. Se o mister vai contar comigo ou deixar de contar não sei, isto está complicado”, acrescentou o guardião.

“A minha vontade neste momento é de ser o Helton, terminar o meu contrato sem problema nenhum e ser útil. Mas se souber que não farei parte do plantel não há problema nenhum. Se isso acontecer, o Helton não deixará de ser portista, até porque só depois de morrer deixarei de ser portista”, acrescentou.

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