O presidente da SAD da União de Leiria, João Bartolomeu, garantiu hoje estar despreocupado com a intenção anunciada por parte da autarquia de alienar o Estádio Municipal em hasta pública.

«Venda do estádio? É para o lado que durmo melhor. Não estamos minimamente preocupados com isso. Não quero saber se o estádio é vendido ou não», disse à Agência Lusa João Bartolomeu.

O presidente da SAD ironiza em torno da questão:

«Joaquim Paulo Conceição (CEO do Grupo Lena, accionista da SAD) disse numa entrevista ao ‘Jornal de Leiria’ que o estádio era meu. Por isso não posso deixar que o vendam. Vou impugnar essa venda. Ou então, se for vendido, quero comissão.»

Devido à utilização do Estádio de Leiria, União de Leiria, SAD e clube, e Câmara de Leiria e Leirisport, empresa municipal que gere a infra-estrutura, estão de costas voltadas.

O acordo de utilização do estádio pela equipa de Leiria, que disputa a Liga de futebol, prevê o pagamento de 17500 euros por jogo, mas há muito que a SAD liderada por João Bartolomeu contesta esse valor.

Na semana passada, João Bartolomeu considerou haver «perseguição» por parte da autarquia ao clube e à SAD, assumindo «alguns problemas por causa do estádio».

Para o líder da SAD, a insistência da Câmara e da Leirisport em cumprirem o acordo de utilização do estádio e cobrarem os 17500 euros por jogo é sinónimo de que «há pessoas que querem que a União de Leiria se transforme num clube de bairro e acabe, mas vamos fazer tudo para evitar isso».

«Há pessoas que não são amigas da União de Leiria, só dizem mal. Só se aproveitam da União de Leiria para ganhar dinheiro», sublinhou hoje.

Quarta-feira, a Câmara de Leiria anunciou a intenção de alienar parte do estádio municipal construído para o Europeu de 2004, mantendo apenas no domínio público um espaço para reinstalar o centro associativo.

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